HH 401

O Céu e o Inferno
Emanuel Swedenborg
O Céu e as suas Maravilhas, e o Inferno, Segundo o que foi ouvido e visto

. O homem que, enquanto vive no corpo, está no amor de si e do mundo sente prazer nesses amores e também em cada uma das volúpias que deles procedem. Mas o homem que, quando vive no mundo, está no amor a Deus e no amor para com o próximo, não sente de modo manifesto o prazer nesses amores nem nas afeições do bem que são provenientes deles, mas somente uma felicidade quase imperceptível, pois está oculta nos seus interiores, velada pelos exteriores que são do corpo e enfraquecida pelos cuidados do mundo. Mas os estados são inteiramente mudados após a morte. Os prazeres do amor de si e do mundo então se convertem em coisas dolorosas e medonhas, porque se mudam em coisas que se chamam fogo infernal e, às vezes, em coisas impuras e sórdidas, em correspondência com as coisas imundas de suas cobiças, as quais – o que é de se admirar – são, então, prazeres para eles. Mas o prazer obscuro e a felicidade quase imperceptível que estiveram naqueles que, no mundo, se achavam no amor a Deus e no amor para com o próximo, se convertem então em prazeres do céu, que é perceptível de todos os modos e se faz sensível. Com efeito, esse prazer, que esteve oculto nos seus interiores quando viviam no mundo, é então revelado e apresentado numa sensação manifesta, porque então eles estão no espírito e esse foi o prazer de seu espírito.

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