HH 423

O Céu e o Inferno
Emanuel Swedenborg
O Céu e as suas Maravilhas, e o Inferno, Segundo o que foi ouvido e visto

. Deve-se, primeiramente, dizer alguma coisa aqui a respeito da conjunção do entendimento e da vontade e da semelhança desta com a conjunção do bem e do vero, porquanto essa conjunção se faz no mundo dos espíritos. Há, no homem, um entendimento e uma vontade. O entendimento recebe os veros e é formado por eles e a vontade recebe os bens e é formada por eles. Por isso, tudo o que o homem entende e, daí, pensa, a isso chama de vero; e tudo o que o homem quer e, daí, pensa, a isso chama de bem. O homem pode pensar pelo entendimento e, assim, perceber o que é o vero e também o que é o bem; todavia, não pensa nisso pela vontade a não ser que queira e faça isso. Quando quer isso e, pela vontade, o faz, então isso está tanto no entendimento quanto na vontade, por conseguinte, no homem, pois o entendimento, só, não faz o homem, nem a vontade só, mas o entendimento e a vontade juntamente. Por esse motivo, o que está em um e outro, isso está no homem e lhe é apropriado; o que está só no entendimento, isso está, de fato, com o homem, mas não está nele; é somente uma coisa de sua memória e uma coisa do conhecimento na memória, sobre a qual pode pensar quando não está em si mesmo, mas à parte de si, com os outros. Pode falar e raciocinar sobre isso e, também, segundo isso, simular afeições e gestos.

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