HH 424

O Céu e o Inferno
Emanuel Swedenborg
O Céu e as suas Maravilhas, e o Inferno, Segundo o que foi ouvido e visto

. Que o homem possa pensar pelo entendimento e não ao mesmo tempo pela vontade, é o que foi provido a fim de que possa ser reformado, porque o homem é reformado por meio dos veros, e os veros, como se disse, pertencem ao entendimento. Pois o homem nasce em todo mal hereditário quanto à vontade, pelo qual não quer bem nenhum por si, mas somente para si; quem quer o bem só para si deleita-se nos males que acontecem aos outros, principalmente por causa de si. Com efeito, quer desviar para si os bens de todos os outros, quer sejam honras, quer sejam riquezas e se alegra na medida em que o pode. Para que esse voluntário seja corrigido e reformado, foi concedido ao homem poder entender os veros e, por eles, domar as afeições do mal que brotam da vontade. Assim é que o homem pode, pelo entendimento, pensar nos veros e também pronunciá-los e fazê-los, mas não pode pensar neles pela vontade antes de ser tal que, como por si mesmo, isto é, de coração, os queira e faça. Quando o homem é tal, então as coisas que pensa pelo entendimento são de sua fé e as que pensa pela vontade são de seu amor. Por isso, então, conjuntam-se nele a fé e o amor, assim como o entendimento e a vontade.

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