. Assim, quanto mais os veros que são do entendimento se conjuntam aos bens que são da vontade e quanto mais o homem quer os veros e, assim, os pratica, mais o homem tem o céu em si, porque, como foi dito acima, a conjunção do bem e do vero é o céu. Porém, quanto mais os falsos que são do entendimento se conjuntam aos males que são da vontade, mais o homem tem o inferno em si, porque a conjunção do falso e do mal é o inferno. Mas, enquanto os veros que são do entendimento não estão conjuntos aos bens que são da vontade, o homem se encontra num estado intermediário. Hoje em dia, quase todo homem se acha num estado tal que conhece os veros e, pela ciência e pelo entendimento, pensa neles e, ou faz muito com eles, ou pouco, ou nada, ou age contra eles pelo amor do mal e da fé do falso. Por isso, para que haja nele ou o céu ou o inferno, após a morte é conduzido primeiro ao mundo dos espíritos e ali se faz a conjunção do bem e do vero naqueles que devem ser elevados ao céu e a conjunção do mal e do falso naqueles que devem ser lançados ao inferno. Pois a ninguém é permitido, nem no céu, nem no inferno, ter uma mente dividida, ou seja, entender de um modo e querer de outro modo, mas deve-se querer o que se entende e entender o que se quer. Por isso, no céu, quem quer o bem entende o vero e, no inferno, quem quer o mal entende o falso, pelo que, ali, nos bons, os falsos são removidos e lhes são dados veros em conveniência e conformidade com o seu bem; e, nos maus, os veros são removidos e lhes são dados falsos em conveniência e conformidade com o seu mal. Por aí é evidente o que é o mundo dos espíritos.
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