. Falei com alguns no terceiro dia após a sua morte e então as coisas de que se tratou acima (n. 449, 450) estavam cumpridas. Falei, também, com três que me foram conhecidos, a quem narrei que então se preparavam as exéquias para que seus corpos fossem sepultados. Eu disse “para que fossem sepultados”; ouvindo isso, ficaram tomados de certo estupor, dizendo que viviam e que se enterrava aquilo que lhes tinha servido no mundo. Em seguida, ficaram muito admirados por não terem, quando viviam no corpo, acreditado numa tal vida após a morte e principalmente porque quase todos na igreja faziam o mesmo. Os que no mundo não tinham acreditado em vida alguma da alma após a vida do corpo, quando têm noção de que vivem, ficam muito envergonhados. Mas aqueles que se confirmaram nisso se ajuntam a semelhantes e se separam daqueles que estiveram na fé. Eles, na maioria das vezes, são ligados a alguma sociedade infernal, porque também negaram o Divino e desprezaram os veros da igreja. Porque, quanto mais alguém se confirma contra a vida eterna de sua alma, mais se confirma contra as coisas que são do céu e da igreja.
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