HH 549

O Céu e o Inferno
Emanuel Swedenborg
O Céu e as suas Maravilhas, e o Inferno, Segundo o que foi ouvido e visto

. Que o Senhor, por Sua Essência Divina, que é o Bem, o Amor e a Misericórdia, não possa agir do mesmo modo com todo homem, é porque os males e os falsos daí o impedem; e não somente anulam como também rejeitam o Seu influxo Divino. Os males e os falsos daí são como nuvens negras que se põem entre o sol e o olho do homem, tirando os raios e a serenidade da luz, embora o sol permaneça num esforço contínuo de dissipar as nuvens obstantes, pois está por trás, age e também emite, enquanto isso, por várias passagens ao redor, alguma luz sombria ao olho do homem. No mundo espiritual é semelhante: ali, o Sol é o Senhor e o Divino amor (n. 1160-140), a luz é o Divino vero (n. 126-140), as nuvens negras são os falsos provenientes do mal e o olho, ali, é o entendimento. Tanto quanto alguém está nos falsos provenientes do mal, é cercado ali por tais nuvens negras e densas segundo o grau do mal. Por essa comparação se pode ver que a presença do Senhor é perpétua em cada um, mas é recebida de diversos modos.

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