. Existe um equilíbrio perpétuo entre o céu e o inferno. Do inferno exala e sobe continuamente um esforço de fazer o mal; do céu exala e desce continuamente um esforço de fazer o bem. Nesse equilíbrio se encontra o mundo dos espíritos, que é o meio entre o céu e o inferno, como se viu acima (ns. 421-431). Que o mundo dos espíritos esteja no equilíbrio, é porque todo homem, após a morte, entra primeiro no mundo dos espíritos e aí é mantido no mesmo estado em que esteve no mundo, o que não poderia ocorrer a não ser que houvesse ali um perfeito equilíbrio. Por ele, todos são examinados quais são, porque ali são deixados em seu livre, no qual estiveram no mundo. O equilíbrio espiritual é o livre no homem e no espírito (como há pouco se disse, acima, n. 589). A qualidade do livre de cada um é ali reconhecida pelos anjos no céu por meio da comunicação das afeições e dos pensamentos oriundos daí; isso aparece à vista diante dos espíritos angélicos pelos caminhos que percorrem. Os que são bons espíritos percorrem caminhos que tendem para o céu, enquanto os maus espíritos percorrem caminhos que tendem para o inferno. Os caminhos realmente aparecem naquele mundo, o que também é a razão pela qual os “caminhos”, na Palavra, significam os veros que conduzem ao bem e, no sentido oposto, os falsos que conduzem ao mal. E também é daí que “ir”, “andar” e “avançar” significam, na Palavra, as progressões da vida *294. Muitas vezes me foi concedido ver esses caminhos e também as idas e caminhadas dos espíritos neles, livremente, segundo as afeições e, assim, os pensamentos.
*294 Que “avançar”, na Palavra, signifique o progressivo da vida, do mesmo modo que “ir” (n. 3335, 4375, 4554, 4585, 4882, 5493, 5605, 5996, 8181, 8345, 8397, 8417, 8420, 8557). “Ir” e “andar” com o Senhor, que seja receber a vida espiritual e viver com Ele (n. 10567). Que “andar” seja viver (n. 519, 1794, 8417, 8420).