HH 591

O Céu e o Inferno
Emanuel Swedenborg
O Céu e as suas Maravilhas, e o Inferno, Segundo o que foi ouvido e visto

. Que o mal exale e suba continuamente do inferno e o bem exale e desça continuamente do céu é porque uma esfera espiritual circunda a cada um e essa esfera eflui e emana da vida das afeições e dos pensamentos delas provenientes *295. E visto que tal esfera de vida eflui de cada um, assim, também, eflui de cada sociedade celeste e de cada sociedade infernal, conseqüentemente, de todos ao mesmo tempo, isto é, de todo o céu e de todo o inferno. Que o bem eflua do céu, é porque todos ali estão no bem; e que o mal eflua do inferno, é porque todos ali estão no mal. O bem que vem do céu procede somente do Senhor, que é o Bem mesmo. Mas os espíritos que estão nos infernos estão, todos, em seu proprium e o proprium de cada um não é outra coisa senão o mal. E como nada é senão o mal, é, por isso, o inferno *296. Por aí se pode ver que o equilíbrio em que os anjos são mantidos no céu existe na medida em que querem estar no bem, ou na medida em que no mundo viveram no bem, assim, também na medida em que são avessos ao mal. Mas o equilíbrio dos espíritos no inferno existe na medida em que querem estar no mal, ou na medida em que no mundo viveram no mal, assim, também, na medida em que de coração e de espírito foram contra o bem.

*295 Que uma esfera espiritual, que é a esfera da vida, eflua e saia de cada homem, espírito e anjo e os envolva (n. 4464, 5179, 7454, 8630). Que eflua da vida de suas afeições e seus pensamentos (n. 2489, 4464, 6206 fim). Que os espíritos sejam conhecid os quais são, à distância, por suas esferas (n. 1048, 1053, 1316, 1504). Que as esferas procedente dos maus sejam contrárias às esferas procedentes dos bons (n. 1695, 10187, 10312). Que essas esferas se estendam ao longe nas sociedades angélicas, segundo a qualidade e a quantidade do bem (n. 6598-6613, 8063, 8794, 8797). E, nas sociedades infernais, segundo a qualidade e quantidade do mal (n. 8794, 8797).
*296 Que o proprium do homem não seja outra coisa senão o mal (n. 210, 215, 731, 874-876, 987, 1047, 2307, 2308, 3518, 3701, 3812, 8480, 8550, 10283, 10284, 10286, 10732). Que o proprium do homem seja o inferno nele (n. 694, 8480).

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