HH 592

O Céu e o Inferno
Emanuel Swedenborg
O Céu e as suas Maravilhas, e o Inferno, Segundo o que foi ouvido e visto

. A menos que o Senhor governasse tanto os céus quanto os infernos, não haveria equilíbrio algum. E, se não houvesse equilíbrio, não haveria céu nem inferno, porque todas e cada uma das coisas no universo, isto é, tanto no mundo natural quanto no mundo espiritual, dependem do equilíbrio. Que seja assim, todo homem racional pode perceber. Dá preponderância a uma parte somente e nenhuma resistência à outra: não pereceriam uma e outra? Assim seria no mundo espiritual se o bem não reagisse contra o mal e não reprimisse continuamente sua insurreição. Se isso não fosse feito unicamente pelo Divino, pereceriam o céu e o inferno e, com eles, todo o gênero humano. Foi dito que se isso não fosse feito unicamente pelo Divino, porque o proprium de cada um, tanto do anjo quanto do espírito e do homem, nada é senão o mal (veja-se acima, n. 591). Por isso, nunca algum anjo e espírito podem resistir aos males continuamente exalados dos infernos, uma vez que, pelo proprium tendem continuamente para o inferno. Assim, é evidente que, se o Senhor não governasse tanto os céus quanto os inferno, não haveria jamais salvação alguma. Além disso, todos os infernos agem como um, pois os males nos infernos são conexos, assim como os bens o são nos céus; somente o Divino, procedente unicamente do Senhor, pode resistir a todos os infernos, que são inúmeros e agem ao mesmo tempo contra o céu e contra todos os que ali estão.

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