- III. O Sol do mundo espiritual é puro amor proveniente de JEHOVAH Deus, que está no meio desse Sol.
5. As coisas espirituais não podem proceder de outra parte senão do amor, e o amor não procede de outra parte senão de JEHOVAH Deus, que é o Amor mesmo. Por isso o Sol do mundo espiritual, do qual todas as coisas espirituais brotam como de sua fonte, é puro amor procedente de JEHOVAH Deus, que está no meio desse Sol. Esse Sol mesmo não é Deus, mas vem de Deus; é a esfera mais próxima ao redor d'Ele e vindo d'Ele. Por meio desse Sol vindo de JEHOVAH Deus foi criado o universo, pelo qual se entendem todos os mundos em conjunto, que são tantos quantos são as estrelas na expansão de nosso céu.
[2] Que a criação tenha sido feita por meio desse Sol, que é puro amor, assim, por JEHOVAH Deus, é porque o amor é o Ser mesmo da vida, e a sabedoria é o existir da vida daí, e todas as coisas foram criadas pelo amor por meio da sabedoria. Isto é o que se entende por estas palavras em João:
"A Palavra [Verbum] era Deus, e Deus era a Palavra. Todas as coisas foram feitas por Ela e sem ela nada do que foi feito se fez; e o mundo foi feito por Ela" (Jo. 1:1, 3, 10);
a 'Palavra' aí é o Divino Vero, assim, também a Divina Sabedoria, pelo que a Palavra aí é também chamada
"Luz que ilumina todo homem" (Jo. 1:9),
Assim como faz a Divina Sabedoria por meio do Divino Vero.
[3] Aqueles que atribuem a origem dos mundos a outra causa que não o Divino Amor por meio da Divina Sabedoria alucinam como os loucos que vêem espectros como homens, fantasmas como luzes e seres de razão como efígies reais. Com efeito, o universo criado é uma obra coerente do amor por meio da aabedoria. Verás isto se puderes examinar a conexão em ordem, dos primeiros aos últimos.
[4] Assim como Deus é um, assim também o Sol espiritual é um, pois às coisas espirituais, que são suas derivações, não é aplicável a extensão do espaço, e a Essência e a Existência sem espaço estão em toda parte nos espaços sem espaço; assim o Divino Amor vai do princípio do universo a todos os seus fins. Que o Divino preencha todas as coisas e pela implecção no estado criado conserve todas as coisas a razão vê de longe, e vê de perto na medida que conhece o amor tal como é em si, sua conjunção com a aabedoria, para que sejam percebidos os fins, seu influxo na aabedoria para que se apresentem as causas, e sua operação por meio da sabedoria, para que se produzam os efeitos. (**)