. V. A perfeição do Céu aumenta segundo a pluralidade. É o que se vê pela forma segundo a qual as consociações foram postas em ordem lá, e segundo a qual as comunicações fluem. Aquela ordem é a mais perfeita de todas, e na proporção que aumenta o número de indivíduos naquela forma perfeita, há direção e consenso para a unidade e, portanto uma conjunção mais estreita e unânime. O consenso e, por conseguinte, a conjunção aumentam segundo a pluralidade porque cada coisa lá é introduzida como aliada entre dois ou muitos, e o que é introduzido confirma e conjunta. A forma do Céu é semelhante à forma da mente humana cuja perfeição aumenta segundo os acréscimos do vero e do bem, de onde provém a inteligência e a sabedoria. Que a forma de uma mente humana que está na sabedoria e na inteligência celestes seja semelhante à forma do Céu, é porque a mente é a menor imagem daquela forma. Dessa forma há comunicação dos pensamentos e das afeições do bem e da o vero em tais homens, e nos anjos, com as sociedades celestes em torno. Há assim uma extensão segundo o aumento da sabedoria, assim segundo a pluralidade dos conhecimentos do vero que foram implantados no entendimento, e segundo a abundância das afeições do bem que foram implantadas na vontade - por conseguinte na mente, porque a mente se compõe do entendimento e da vontade. A mente do homem e do anjo são tais que podem ser enriquecidas pela eternidade, e ela são aperfeiçoadas à medida que são enriquecidas; o que sucede, sobretudo quando o homem é conduzido pelo Senhor, porque então ele é introduzido nos veros reais que são implantados no seu entendimento e nos bens reais que são implantados na sua vontade; porque, o Senhor dispõe então todas as coisas de sua mente na forma do Céu, até que enfim ela seja o Céu em sua mínima forma. Segundo essa comparação, a qual é um paralelo verdadeiro, é evidente que a pluralidade dos anjos aperfeiçoa o Céu.
Toda a forma se compõe também de coisas diversas, a forma que não for composta de coisas diversas não é uma forma, porque ela não tem qualidade nem mudança de estado algum. A qualidade de cada forma vem da ordenação entre si das coisas diversas que nela estão, da sua relação mútua, e do consenso com a unidade, de onde toda forma é considerada como um. Em tal forma, quanto mais houver coisas que assim foram postas em ordem, tanto mais ela é perfeita, pois cada coisa, como acaba de ser dito, fortifica, corrobora, conjunta e, portanto aperfeiçoa. Mas isso pode tornar-se mais evidente segundo o que foi mostrado na obra "O Céu e o Inferno" principalmente onde foi exposto que toda sociedade do Céu é o Céu em uma menor forma (parágrafos 51 a 58); depois, quando se tratou da forma do Céu, segundo a qual lá se estabeleceu as consociações e as comunicações (200 a 212); e da sabedoria dos anjos do Céu (265 a 275).
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