LJ 13

O Juízo Final - E a Babilônia Destruída
Emanuel Swedenborg
Ocorrido no mundo espiritual em 1757
E mandará seus anjos com grande voz de trombeta, e ajuntarão seus escolhidos desde os quatro ventos, desde um fim dos céus até o outro. (Mateus 24:30)

. VI. Toda obra Divina tem por finalidade o infinito e o eterno. Pode-se ver isto por um grande número de coisas que existem tanto no Céu quanto no mundo. Em um e outro, não há uma só coisa que seja absolutamente semelhante a uma outra, ou a mesma que uma outra. Não há uma só face absolutamente semelhante à outra face ou a mesma que outra, e não haverá uma só em toda a eternidade. Igualmente a personalidade (animus) de um nunca é absolutamente semelhante ao de outro; por isso há tantos homens e anjos quanto faces e personalidades lá. Em um homem, onde há inúmeras partes que constituem o seu corpo e inúmeras afeições que constituem o seu caráter, nunca há qualquer coisa que seja absolutamente semelhante as que existem em um outro homem ou que seja a mesma coisa. Daí vem que cada um tem uma vida distinta da vida do outro. O mesmo se dá em todas e em cada uma das coisas da natureza; essa variedade infinda existe em todas as coisas em geral e em particular, porque a origem de todas as coisas vem do Divino, que é Infinito. Daí é que em toda parte há um tipo de imagem do infinito, a fim de que todas as coisas visem o Divino como sua obra e que ao mesmo tempo, todas as coisas visem o Divino como obra do Divino. Uma pequena prova serve para ilustrar como cada coisa na natureza visa o infinito e o eterno: Cada semente, seja de uma árvore frutífera, ou de trigo, ou de flor, foi criada de modo que possa ser multiplicada ao infinito e durar eternamente; porque de uma só semente nascem muitas, até cinco, dez, vinte ou cem. De cada uma destas, nasce ainda outras tantas. Essa frutificação de uma só semente, continuando sem interrupção, por um espaço de apenas cem anos, poderia encher não só a superfície de um planeta como a de muitos milhares de planetas. Essas mesmas sementes foram também criadas de modo que as suas durações sejam eternas. Por aí se pode ver como há nelas uma idéia do infinito e do eterno: o mesmo se dá com as outras coisas. É para o Céu angélico que tudo no universo foi criado, pois o Céu angélico é o fim para qual foi criado o gênero humano, e o gênero humano é o fim para o qual o Céu visível e todos os globos que ele contém foram criados, eis porque esta obra Divina, a saber, o Céu angélico, visa em primeiro lugar o infinito e o eterno, por conseguinte a sua multiplicação sem fim, porque o Divino Mesmo nele habita. Assim, é ainda possível ver que o gênero humano não deve jamais cessar, porque se ele cessasse, a obra Divina seria limitada por um número determinado, e assim pereceria sua característica infinita.

📖

Versão Impressa

Para estudo mais confortável, adquira esta obra em formato impresso.