NJDC 24

Obra: A Nova Jerusalém e Sua Doutrina Celeste

Autor: Emanuel Swedenborg

Texto Completo

. Dos que estão nos veros do bem; assim, dos veros do bem. O vero que conduz ao bem e o vero que procede do bem; qual é a diferença (n. 2063). Que o vero não seja essencialmente vero senão da medida que procede do bem (n. 4736 e 10619); porque o vero tem o seu ser do bem (n. 3049, 3180, 4574, 5002 e 9144); e a sua vida (n. 2434, 3111 e 6077); e porque o vero é a forma ou a qualidade do bem (n. 3049, 4574, 5951 e 9154). Que o vero seja inteiramente como o bem no homem, em semelhante razão e em semelhante grau (n. 2429). Que o vero, para que seja vero, tire sua essência do bem da caridade e da inocência (n. 3111 e 6013). Que os veros que procedem do bem sejam veros espirituais (n. 5951).
Que o vero faça um com o bem quando procede do bem, a ponto de ambos serem, juntamente, um só bem (n. 4301, 4337, 7835, 10252 e 10266). Que o entendimento e a vontade façam uma só mente e uma só vida quando o entendimento procede da vontade, porque o entendimento é o recipiente do vero e a vontade o é do bem, mas não quando o homem pensa e fala diferentemente do que quer (n. 3623). Que o vero do bem seja o vero na vontade e no ato (n. 4337, 4353, 4385 e 4390). Que o bem tenha sua imagem no vero quando o vero procede do bem (n. 3180).
Que em todo o céu e em todo o mundo, como em cada uma de suas coisas, exista uma espécie de casamento (n. 54, 718, 747, 917, 1432, 2173, 2516 e 5194). Principalmente entre o vero e o bem (n. 1904, 2173 e 2508). Porque todas as coisas no universo se referem ao vero e ao bem para que sejam alguma coisa e para a sua conjunção, a fim de que algo seja produzido (n. 2452, 3166, 4390, 4409, 5232, 7256, 10122 e 10555). Que os antigos também tenham instituído um casamento entre o vero e o bem (n. 1904). Que a lei do casamento seja que dois se tornem um, segundo as palavras do Senhor (n. 10130, 10168 e 10169). Que também o amor verdadeiramente conjugal – da conjunção do vero e do bem – descenda do céu e daí exista (n. 2728 e 2729).
Que o homem se torne sábio na proporção que está no bem e, daí, nos veros, mas não na proporção que conhece os veros e não está no bem (n. 3182, 3190 e 4884). Que o homem que está nos veros do bem seja realmente elevado da luz do mundo à luz do céu, assim, da obscuridade à claridade, mas, ao contrário, que esteja na luz do mundo e na obscuridade enquanto conhece os veros e não está no bem (n. 3190 e 3192). Que o homem sequer saiba o que é o bem antes de estar nele e por ele (n. 3325, 3330 e 3336). Que os veros cresçam imensamente quando procedem do bem (n. 2846, 2847 e 5345); a respeito desse crescimento (n. 5355). Que aconteça com esse crescimento como com a frutificação da árvore e a multiplicação das sementes, das quais vem todo o jardim (n. 1873, 2846 e 2847). Que também cresça em sabedoria na mesma proporção, e isto eternamente (n. 3200, 3314, 4220, 4221, 5527, 5859 e 10303). Que o homem que está nos veros seja também iluminado, e esteja proporcionalmente na iluminação quando lê a Palavra (n. 9382, 10548-10550, 10691 e 10694). Que o bem do amor seja como o fogo e o vero daí seja como a luz desse fogo (n. 3195, 3222, 5400, 8644, 9399, 9548 e 9684). Que os veros do bem também luzam no céu (n. 5219). Que os veros do bem, pelos quais há a sabedoria, cresçam segundo a qualidade e a quantidade do amor do bem, e, por outro lado, os falsos do mal segundo a qualidade e a quantidade do amor do mal (n. 4099). Que o homem que está nos veros do bem venha à inteligência e à sabedoria angélica, e que elas estejam latentes nos interiores enquanto ele vive no mundo, mas abertas na outra vida (n. 2494). Que o homem que está nos veros do bem se torne anjo após a morte (n. 8747).
Que os veros do bem sejam como as gerações (n. 9079). Que sejam dispostos em séries (n. 5339, 5343, 5530, 7408, 10303 e 10308). A ordenação dos veros do bem comparada com as fibras e os vasos sanguíneos no corpo e, daí, com as texturas e as formas, segundo os usos da vida (n. 3470, 3570, 3579 e 9154). Que os veros do bem formem como que uma cidade, e isto pelo influxo do céu (n. 3584). Que no meio estejam os veros que são os principais do amor, e os demais estejam distantes daí segundo os graus de discordância (n. 3993, 4551, 4552, 5530 e 6028). O contrário se dá nos maus (n. 4551 e 4552). Que os veros, quando procedem do bem, sejam ordenados na forma do céu (n. 4302, 4904, 5339, 5343, 5704, 6028 e 10303); e isto segundo a ordem em que estão as sociedades angélicas (n. 10303). Que todos os veros, quando procedem do bem, estejam em alguma afinidade entre si, e que sejam como as derivações das famílias a partir de um só pai (n. 2863). Que todo vero tenha também uma esfera de extensão no céu segundo a qualidade e a quantidade do bem de que procede (n. 8063). Que o casamento do bem e do vero seja a igreja e o céu no homem (n. 2731, 7752, 7753, 9224, 9995 e 10122). Da bem-aventurança e da felicidade daqueles em quem o bem está nos veros (n. 1470). Que os veros do bem em conjunto apresentem uma imagem de homem (n. 8370). Que o homem não seja outra coisa senão o seu bem e o vero daí, ou o mal e o falso daí (n. 10298).
Em suma: Que pelos veros haja a fé (n. 4353, 4997, 7178 e 10367). Que pelos veros haja a caridade para com o próximo (n. 4368, 7623, 7624 e 8034). Que pelos veros haja o amor ao Senhor (n. 10143, 10153, 10310, 10578 e 10645). Que pelos veros haja a consciência (n. 1077, 2053 e 9113). Que pelos veros haja a inocência (n. 3183, 3494 e 6013). Que pelos veros haja a purificação dos males (n. 2799, 5954, 7044, 7918, 9088, 10229 e 10237). Que pelos veros haja a regeneração (n. 1555, 1904, 2046, 2189, 9088, 9959 e 10028). Que pelos veros haja inteligência e sabedoria (n. 3182, 3190, 3387 e 10064). Que pelos veros haja a beleza dos anjos, por conseguinte, dos homens, quanto aos interiores que são de seu espírito (n. 553, 3080, 4985 e 5199). Que pelos veros haja poder contra os males e falsos (n. 3091, 4015 e 10488). Que pelos veros haja a ordem como é no céu (n. 3316, 3417, 3570, 4104, 5339, 5343, 6028 e 10303). Que pelos veros haja a igreja (n. 1798, 1799, 3963, 4468 e 4672). Que pelos veros haja o céu para o homem (n. 3690, 9832, 9931 e 10303). Que pelos veros o homem se torne homem (n. 3175, 3387, 8370 e 10298). Contudo, todas essas coisas se fazem pelos veros do bem, e não pelos veros sem o bem; e o bem vem do Senhor (n. 2434, 4070, 4736 e 5147). Que todo bem venha do Senhor (n. 1614, 2016, 2904, 4151 e 9981).

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