NJDC 81

Obra: A Nova Jerusalém e Sua Doutrina Celeste

Autor: Emanuel Swedenborg

Texto Completo

Dos Arcanos Celestes
81. Dos amores de si e do mundo. Assim como o amor ao Senhor e o amor para com o próximo ou caridade fazem o céu, também o amor de si e o amor do mundo, onde reinam, fazem o inferno, porque são opostos (n. 2041, 3610, 4225, 4776, 6210, 7366, 7369, 7489, 7490, 8232, 8678, 10455, 10741-10743 e 10745). Que do amor de si e do amor do mundo venham todos os males (n. 1307, 1308, 1321, 1594, 1691, 3413, 7255, 7376, 7488, 7489, 8318, 9335, 9348, 10038 e 10742). Que do amor de si e do amor do mundo haja desprezo pelos outros, inimizades, ódio, vingança, crueldade, dolo, por conseguinte, todo o mal e toda malícia (n. 6667, 7372-7374, 9348, 10038 e 10742). Que esses amores se precipitem o quanto se lhes soltem os freios, e o amor de si até o trono de Deus (n. 7375 e 8678). Que o amor de si e o amor do mundo sejam destrutivos da sociedade humana e da ordem celeste (n. 2045 e 2057). Que, por causa desses amores, o gênero humano tenha formado governos e se tenha sujeitado a autoridades, para que fosse protegido (n. 7364, 10160 e 10814). Que onde esses dois amores reinam o bem do amor e o bem da fé sejam ou rejeitados, ou sufocados ou pervertidos (n. 2041, 7491, 7492, 7643, 8487, 10455 e 10743). Que nesses amores não haja a vida, mas a morte espiritual (n. 7494, 10731 e 10741). A qualidade desses amores é descrita (n. 1505, 2219, 2363, 2364, 2444, 4221, 4227, 4948, 4949, 5721, 7366-7377 e 8678). Que toda cupidez e toda concupiscência pertençam aos amores de si e do mundo (n. 1668 e 8910).
Que os amores de si e do mundo sirvam de meios e nunca de fim (n. 7377, 7819 e 7820). Quando o homem é reformado, que esses amores sejam mudados para que sejam meios e não fim, por conseguinte, para que sejam como as plantas dos pés e não como a cabeça (n. 8995 e 9210). Que naqueles em quem há os amores de si e do mundo não haja o interno, mas o externo sem interno, visto que o interno é fechado para o céu, mas o externo é aberto para o mundo (n. 10396, 10400, 10409, 10411, 10422 e 10429). Que aqueles que estão nos amores de si e do mundo não saibam o que é a caridade, o que é a consciência e o que é a vida do céu (n. 7490). Que quanto mais o homem estiver no amor de si e do mundo, menos receba o bem e o vero da fé, que do Senhor influem continuamente no homem (n. 7491).
Que aqueles que estão nos amores de si e do mundo estejam nos vínculos externos, mas não em vínculos internos; por isso, ao serem tirados os externos, precipitam-se em todo erro (n. 10744-10746). Que todos no mundo espiritual se voltem segundo os seus amores; aqueles que estão no amor ao Senhor e no amor para com o próximo se voltam para o Senhor, mas aqueles que estão no amor de si e no amor do mundo viram as costas ao Senhor (n. 10130, 10189, 10420 e 10742). A qualidade do culto em que há o amor de si (n. 1304, 1306-1308, 1321 e 1322). Que o Senhor governe o mundo pelos maus, conduzindo-os pelos amores próprios, que se referem ao amor de si e ao amor do mundo (n. 6481 e 6495). Que os maus possam, igualmente aos bons, desempenhar funções e prestar usos e bens, porque visam as honras e os lucros como prêmios, pois agem semelhantemente na forma externa (n. 6481 e 6495).
Que todos os que estão nos infernos estejam nos males e, daí, nos falsos, pelos amores de si e do mundo. Vide na obra O Céu e o Inferno, n. 551-565.

📥 Download