Texto Completo
. A santidade externa é semelhante a essa piedade, e consiste principalmente em que o homem ponha todo o culto Divino na santidade quando está nos templos , mas isto não é santidade no homem, a menos que seu interno seja santo, pois qual é o homem quanto ao seu interno, tal é quanto ao externo, pois este procede daquele como a ação procede de seu espírito, pelo que a santidade externa sem a santidade interna é natural e não espiritual. Daí é que ela existe igualmente nos maus e nos bons. E aqueles que põem nisso todo o culto são, quanto à maior parte, vazios, isto é, sem as cognições do bem e do vero; e, todavia, os bens e veros são em si mesmos santos, os quais devem ser conhecidos, cridos e amados porque são oriundos do Divino e o Divino está neles. A santidade interna é, portanto, amar o bem e o vero por causa do bem e do vero, e a justiça e a sinceridade por causa da justiça e da sinceridade. Quanto mais o homem ama essas coisas, mais é espiritual, como também o é o seu culto, pois também mais as quer conhecer e fazer. O culto externo sem o interno pode ser comparado à vida da respiração sem a vida do coração, mas o culto externo oriundo do interno pode ser comparado à vida da respiração conjunta à vida do coração.