Texto Completo
Dos Arcanos Celestes
139. Da consciência. Que aqueles que não têm consciência não saibam o que a consciência é (n. 7490 e 9121). Que haja alguns que riem da consciência, quando ouvem que ela existe (n. 721). Que alguns creiam que a consciência nada é; alguns, que é algo triste e doloroso natural, seja por causas no corpo, seja por causas no mundo; alguns, que é alguma coisa no homem simples, pela religiosidade (n. 950). Que alguns ignorem que têm consciência, quando, todavia, a têm (n. 2380).
Que os bons tenham consciência, mas não os maus (n. 831, 965 e 7490). Que tenham consciência os que estão no amor a Deus e no amor para com o próximo (n. 2380). Que tenham consciência principalmente aqueles que são regenerados pelo Senhor (n. 977). Que não tenham consciência os que estão somente nos veros e não na vida segundo os veros (n. 1076, 1077 e 1919). Que não tenham consciência os que fazem o bem pelo bem natural, e não pela religião (n. 6208). Que o homem tenha consciência pela doutrina de sua igreja, ou pela religiosidade, e segundo ela (n. 9112). Que a consciência no homem seja formada pelas coisas que são de sua religião e que ele crê serem veros (n. 1077, 2053 e 9113). Que a consciência seja um vínculo interno que leva o homem a pensar, falar e fazer o bem, e que o impede de pensar, falar e fazer o mal, e isto não por causa de si e do mundo, mas por causa do bem, do vero, do que é justo e do que é reto (n. 1919 e 9120). Que a consciência seja um ditame interno a respeito do que se deve ou não fazer (n. 1919 e 1935). Que a consciência em sua essência seja a consciência do vero e do que é reto (n. 986 e 8081). Que a nova vontade no homem espiritual regenerado seja a consciência (n. 927, 1023, 1043, 1044, 4299, 4328, 4493, 9115 e 9596). Que da consciência o homem tenha a vida espiritual (n. 9117).
Que haja a consciência do vero, a consciência espúria e a consciência falsa (a respeito delas) (n. 1033). Que a consciência seja mais verdadeira na proporção que é formada por mais veros genuínos (n. 2053, 2063 e 9114). Que a consciência em geral seja dupla, interior e exterior; que a interior seja a do bem espiritual, que, em sua essência, é o vero, e que a exterior seja a do bem moral e civil, que, em sua essência, é a do que é sincero e justo, e, em geral, do que é reto (n. 5140, 6207 e 10296).
Que a dor da consciência seja uma ansiedade da mente por causa do que é injusto, insincero e de qualquer mal que o homem crê ser contra Deus e contra o bem do próximo (n. 7217). Se o homem sente ansiedade quando pensa o mal, isto vem da consciência (n. 5470). Que a dor da consciência seja uma ansiedade por causa do mal que o homem faz, bem como pela privação do bem e do vero (n. 7217). Visto que a tentação é uma luta do vero e do falso nos interiores do mundo, e nas tentações há dor e ansiedade, por isso não são admitidos nas tentações espirituais senão aqueles que têm consciência (n. 847).
Que tenham consciência aqueles que agem e falam de coração (n. 7935 e 9114). Que tenham consciência aqueles que não juram em vão (n. 2842). Que tenham consciência aqueles que estão na bem-aventurança interior quando fazem o bem e o que é justo segundo a consciência (n. 9118). Que também tenham consciência na outra vida, e aí estejam entre os felizes, aqueles que têm consciência no mundo (n. 965). Que o influxo do céu se dê na consciência no homem (n. 6207, 6213 e 9122). Que o Senhor governe o homem espiritual pela consciência, que para ele é um vínculo interno (n. 1835 e 1862). Que aqueles que têm consciência tenham o pensamento interior, mas que tenham o pensamento somente exterior os que não têm consciência (n. 1919 e 1935). Que aqueles que têm consciência pensem pelo espiritual, mas que os que não têm consciência pensem pelo natural somente (n. 1820). Que aqueles que não têm consciência sejam somente homens externos (n. 4459). Que o Senhor governe aqueles que não têm consciência pelos vínculos externos, que são todas as coisas que são do amor de si e do mundo, e, assim, do temor da perda da reputação, da honra, da função, do lucro, das riquezas, e do temor da lei e da vida (n. 1077, 1080 e 1835). Os que não têm consciência e, todavia, se deixam governar por esses vínculos internos, podem, não obstante, exercer ofícios eminentes no mundo e fazer o bem igualmente aos que têm consciência, mas aqueles na forma externa pelos vínculos externos, e estes na forma interna pelos vínculos internos (n. 6207).
Que aqueles que não têm consciência queiram destruir a consciência naqueles que a têm (n. 1820). Que aqueles que não têm consciência no mundo não tenham consciência na outra vida (n. 965 e 9122). Assim, que aqueles que estão no inferno não tenham sofrimento algum de consciência por causa de seus males no mundo (n. 965 e 9122).
Os conscienciosos, quem e quais são, e quão desagradáveis, e a que correspondem no mundo espiritual (n. 5386 e 5724).
Que aqueles que são do reino espiritual do Senhor tenham consciência, e que ela seja formada na parte intelectual deles (n. 863, 865, 875, 895, 927, 1043, 1044, 1555, 2256, 4328, 4493, 5113, 6367, 8521, 9596, 9915, 9995 e 10124). Que seja diferente com aqueles que estão no reino celeste do Senhor (n. 927, 2256, 5113, 6367, 8521, 9915, 9995 e 10124).