NJDC 256

Obra: A Nova Jerusalém e Sua Doutrina Celeste

Autor: Emanuel Swedenborg

Texto Completo

. Que a Palavra não seja entendida senão pelos que são iluminados. Que o racional humano não possa compreender as coisas Divinas, nem mesmo as espirituais, a menos que seja iluminado pelo Senhor (n. 2196, 2203, 2209 e 2654). Assim, que somente os que são iluminados compreendam a Palavra (n. 10323). Que Senhor conceda aos que são iluminados entender o vero e discerni-los das coisas que na Palavra parecem se contradizer (n. 9382 e 10659). Que a Palavra não seja semelhante a si no sentido da letra, e que pareça se contradizer algumas vezes (n. 9025). E que, por isso, possa ser explicada pelos não iluminados e ser levada a confirmar quaisquer opiniões e heresias, e a patrocinar tudo o que é do amor mundano e corpóreo (n. 4783, 10399 e 10400). Que sejam iluminados pela Palavra os que a leem pelo amor do vero e do bem, mas não os que o fazem pelo amor da reputação, do lucro, da honra, assim, pelo amor de si (n. 9382 e 10548-10551).
Que sejam iluminados os que estão no bem da vida e, daí, na afeição do vero (n. 8694). Que sejam iluminados aqueles em quem o interno foi aberto, assim, os que podem ser elevados à luz do céu quanto ao seu homem interno (n. 10400, 10402, 10691 e 10694).
Que essa iluminação seja realmente uma abertura e também uma elevação à luz do céu (n. 10330). Que a santidade influa do interno, isto é, do Senhor pelo interno, naqueles que têm a Palavra como santa, ainda que o ignorem (n. 6789). Que sejam iluminados e vejam os veros na Palavra aqueles que são conduzidos pelo Senhor, mas não os que a si mesmos se conduzem (n. 10638). Que sejam conduzidos pelo Senhor os que amam o vero porque é vero, que são os que amam viver segundo os Divinos veros (n. 10578, 10645 e 10829). Que a Palavra seja vivificada no homem segundo a vida de seu amor e de sua fé (n. 1776). Que as coisas que são da própria inteligência não tenham vida em si, porque do proprium do homem nenhum bem procede (n. 8941 e 8944). Que não possam ser iluminados aqueles que muito se confirmaram numa doutrina falsa (n. 10640).
Que seja o entendimento que é iluminado (n. 6608 e 9300). Visto que o entendimento é o recipiente do vero (n. 6222, 6608 e 10659). Que de todo doutrinal da igreja venham ideias, segundo as quais é o entendimento do assunto (n. 3310 e 3825). Que as ideias do homem sejam naturais enquanto ele vive no mundo, porque então pensa no natural; mas que, não obstante, haja ideias espirituais nelas encerradas naqueles que estão na afeição do vero por causa do vero (n. 10237, 10240 e 10551). Que não haja percepção sem a ideia a respeito de algum assunto (n. 3825). Que as ideias sobre os assuntos da fé sejam abertas na outra vida, e ali sejam vistas quais são pelos anjos (n. 1869, 3310, 5510, 6200 e 8885). Que, por isso, a Palavra não seja entendida senão pelo homem racional, pois crer alguma coisa sem a ideia do assunto e sem a intuição racional é somente reter na memória o vocábulo destituído de toda vida da percepção e da afeição, o que não é crer (n. 2553). Que seja o sentido literal da Palavra que é iluminado (n. 3436, 9824, 9905 e 10548).

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