Texto Completo
. Que o Senhor seja a Palavra. Que a Palavra no sentido interno trate unicamente do Senhor, e que nela sejam descritos todos os estados da glorificação do Seu Humano, isto é, de união com o Divino mesmo, e também todos os estados de subjugação dos infernos e da ordenação de todas as coisas ali e nos céus (n. 2249 e 7014). Assim, que nesse sentido seja descrita toda a vida do Senhor no mundo e, por aí, que a presença do Senhor seja contínua com os anjos (n. 2523). Por conseguinte, que somente o Senhor esteja no íntimo da Palavra, e que daí a Palavra seja Divina e santa (n. 1873 e 9357). Que o fato de o Senhor dizer que a Escritura foi cumprida a respeito d’Ele signifique todas as coisas que há no sentido íntimo (n. 7933).
Que a Palavra signifique o Divino Vero (n. 4692, 5075 e 9987). Que o Senhor seja a Palavra porque Ele é o Divino Vero (n. 2533). Que o Senhor seja a Palavra também porque a Palavra vem d’Ele e trata d’Ele (n. 2859), e somente do Senhor no sentido íntimo, por conseguinte, do Senhor mesmo ali (n. 1873 e 9357). E porque em todas e cada uma das coisas da Palavra existe um casamento do Divino Bem e do Divino Vero (n. 3004 e 5502). Que ‘Jesus’ seja o Divino Bem e ‘Cristo’ o Divino Vero (n. 3004, 3005 e 3009). Que o Divino Vero seja o único real, e aquilo que aí esta, por ser oriundo do Divino, seja o único substancial (n. 5272, 6880, 7004 e 8200). E visto que o Divino Vero procedente do Senhor é a luz no céu, e o Divino Bem é o calor no céu – e como por estes todas as coisas existem ali, e pelo céu ou pelo mundo espiritual o mundo natural existe – é evidente que todas as coisas que foram criadas, pelo Divino Vero, assim, pela Palavra, foram criadas, segundo essas palavras em João:
“No princípio era a Palavra, e a Palavra estava em Deus, e Deus era a Palavra;... e por ela foram feitas todas as coisas que foram feitas... e a Palavra se fez carne” (Jo. 1:1, 3, 14) (n. 2803, 2894, 5272, 6880).
(Além disso, a respeito da criação de todas as coisas pelo Divino Vero, assim, pelo Senhor, vê-se na obra O Céu e o Inferno, n. 137; e, mais plenamente, nos artigos ali, n. 116-125 e 126-140.)
Que a conjunção do Senhor com o homem seja pela Palavra, por meio do sentido interno (n. 10375). Que haja conjunção por todas e cada uma das coisas da Palavra, e que daí a Palavra seja mais admirável do que todo escrito (n. 10632-10634). Que, depois que a Palavra foi escrita, o Senhor tenha falado com os homens por meio dela (n. 10290).