NJDC 279

Obra: A Nova Jerusalém e Sua Doutrina Celeste

Autor: Emanuel Swedenborg

Texto Completo

. Da ordem. Que seja do Divino Vero procedente do Senhor que venha a ordem, e que o Divino Bem seja o essencial da ordem (n. 1728, 2258, 8700 e 8988). Que o Senhor seja a ordem, porquanto o Divino Bem e o Divino Vero são provenientes do Senhor, e, de fato, são o Senhor mesmo nos céus e nas terras (n. 1919, 2011, 5110, 5703, 10336 e 10619). Que os Divinos veros sejam as leis da ordem (n. 2447 e 7995). Que o Senhor esteja presente onde há a ordem, mas que não esteja presente onde não há ordem (n. 5703). Como o Divino Vero é a ordem e o Divino Bem é o essencial da ordem, por isso todas e cada uma das coisas no universo se referem ao bem e ao vero para que sejam alguma coisa, porque se referem à ordem (n. 2452, 3166, 4390, 4409, 5232, 7256, 10122 e 10555). Que o bem, por ser o essencial da ordem, disponha os veros em ordem, e não o contrário (n. 3316, 3470, 4302, 5704, 5709, 6028 e 6690). Que todo o céu, quanto a todas as sociedades angélicas, seja disposto pelo Senhor segundo a Sua Divina ordem, porque o Divino do Senhor nos anjos faz o céu (n. 3038, 7211, 9128, 9338, 10125, 10151 e 10157). Que, daí, a forma do céu seja uma forma segundo a ordem Divina (n. 4040-4043, 6607 e 9877). Que quanto mais o homem vive segundo a ordem Divina, assim, quanto mais vive no bem segundo os Divinos veros, que são as leis da ordem, mais seja homem (n. 4839). De fato, que, quanto mais assim vive, mais apareça na outra vida como um homem belo perfeito; e que, quanto mais assim não vive, mais apareça como monstro (n. 4839, 6605 e 6626). Daí é evidente que no homem foram reunidas todas as coisas da ordem Divina, e que, por criação, ele é a ordem Divina em forma (n. 4219, 4220, 4223, 4523, 4524, 5114, 5368, 6013, 6057, 6605, 6626, 9706, 10156 e 10742). Que cada anjo, por ser recipiente da ordem vinda do Senhor, esteja numa forma humana perfeita e bela segundo a recepção (n. 322, 1880, 1881, 3633, 3804, 4622, 4735, 4797, 4985, 5199, 5530, 6054, 9879, 10177 e 10594). Que também o céu angélico em todo o conjunto esteja em forma como um homem, e isto porque todo o céu, quanto a todas as sociedades angélicas ali, é disposto pelo Senhor segundo a ordem Divina (n. 2996, 2998, 3624-3629, 3636-3643, 3741-3745 e 4625). Daí, também, é vidente que é do Divino Humano que procedem todas essas coisas (n. 2996, 2998, 3624-3649 e 3741-3745). Segue-se daí, também, que só o Senhor é Homem, e que sejam homens os que recebem d’Ele o Divino (n. 1594). Que sejam imagens do Senhor quanto mais receberem d’Ele (n. 8547).
Que o homem não nasça no bem e no vero, mas no mal e no falso; assim, não na ordem Divina, mas no que é contrário à ordem; e que seja daí que ele nasce na mera ignorância e deve necessariamente nascer de novo, isto é, ser regenerado, o que se faz pelos Divinos veros provenientes do Senhor e por uma vida segundo eles, para que seja iniciado na ordem e assim se torne homem (n. 1047, 2307, 2308, 3518, 3812, 8480, 8550, 10283, 10284, 10286 e 10731). Que o Senhor, quando regenera o homem, disponha nele todas as coisas segundo a ordem, isto é, segundo a forma do céu (n. 5700, 6690, 9931 e 10303). Que o homem que é conduzido pelo Senhor seja conduzido segundo a ordem Divina (n. 8512). Que os interiores que pertencem à mente sejam abertos no céu até o Senhor no homem que está na ordem Divina, e fechados no homem que não está na ordem Divina (n. 8513). Que quanto mais o homem vive segundo a ordem mais tenha inteligência e sabedoria (n. 2592).
Que o Senhor governe os primeiros da ordem e os últimos, e os primeiros pelos últimos e os últimos pelos primeiros; e que, assim, mantenha todas as coisas em conexão e em ordem (n. 3702, 3739 e 6040, 6056, 9828). Da ordem sucessiva e do último da ordem, no qual os sucessivos estão também juntos em sua ordem (n. 634, 3691, 4145, 5114, 5897, 6239, 6326, 6465, 8603, 9215, 9216, 9828, 9836, 10044, 10099, 10329 e 10335).
Que os males e falsos sejam contra a ordem, e que sejam, não obstante, governados pelo Senhor não segundo a ordem, mas pela ordem (n. 4839, 7877 e 10778). Que os males e falsos sejam governados por permissões, e que isto seja por causa da ordem (n. 7877, 8700 e 10778). Que seja impossível aquilo que é contra a ordem Divina, por exemplo, que o homem que vive no mal possa ser salvo por misericórdia somente e também que possa ser consociado aos bons na outra vida, e muitas outras coisas (n. 8700).
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