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Doutrina da Escritura Santa
Emanuel Swedenborg
Doutrina da Nova Jerusalém sobre a Escritura Santa

. (iv) O sentido espiritual da Palavra foi desconhecido até o presente. Que todas e cada uma das coisas que há na natureza correspondam a coisas espirituais e, semelhantemente, todas e cada uma das coisas que há no corpo humano, foi mostrado na obra O Céu e o Inferno (n. 87-105). Mas até o presente se ignorou o que é correspondência; nos tempos antiqüíssimos, porém, era bem conhecida, pois para os que viviam naqueles tempos a ciência das correspondências era a ciência das ciências; e era tão universal que todos os seus tratados e livros eram escritos por correspondências. O Livro de Jó, que é um livro antigo, é cheio de correspondências. Os hieróglifos dos egípcios e também as fábulas dos antiqüíssimos não eram outra coisa. Todas as igrejas antigas eram igrejas representativas das coisas celestes; seus rituais, como também os estatutos segundo os quais o seu culto foi instituído, consistiam de meras correspondências. Do mesmo modo todas as coisas da igreja entre os filhos de Jacob. Os holocaustos e os sacrifícios, com cada uma de suas particularidades, eram correspondências, do mesmo modo que o tabernáculo com todos os objetos que nele se achavam. Além disso, também as suas festas, como a festa dos ázimos, a festa dos tabernáculos e a festa das primícias. Também o sacerdócio de Aarão e dos levitas, como também as vestimentas de santidade de Aarão e de seus filhos, além de todos os estatutos e juízos que diziam respeito ao seu culto e à sua vida. E como os Divinos no mundo se apresentam por meio de correspondências, por isso a Palavra foi escrita por meras correspondências. É por isso que o Senhor, como falava por Seu Divino, falava por correspondências, pois o que procede do Divino cai na natureza em coisas tais que correspondem aos Divinos e então encerram em seu seio os Divinos que se chamam celestes e espirituais.

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