. Se as faces que eram salientes ao redor dos lábios lhes agradavam, é porque a maior parte de sua linguagem se faz pela face e, sobretudo, pela região da face ao redor dos lábios; e, também, porque nunca fingem, isto é, não falam jamais de outro modo que não pensam; por isso não constrangem sua face, mas exprimem-na livremente. Isso se dá diferentemente com os que desde a infância aprenderam a fingir; sua face, por conseguinte, encontra-se constrangida pela parte interna, a fim de que nada do pensamento apareça; pela parte externa também não é livremente expressa, mas é mantida pronta para ser expressa, ou contraída segundo o que a astúcia lhe aconselha. Por um exame das fibras dos lábios ao redor delas, pode ver-se a verdade, pois ali há séries de fibras em grande número enroscadas e entrelaçadas, que foram criadas não somente para a mastigação e para a linguagem de palavras, mas também para exprimir as idéias da mente.
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