VRC &236

A Verdadeira Religião Cristã
Emanuel Swedenborg
Contendo toda a teologia da Nova Igreja

- Mas vai ser ilustrado por Exemplos, como os Anjos espirituais percebem seu sentido, e os Anjos Celestes, o seu, segundo o Sentido natural, quando o homem lê a Palavra a Palavra; tomemos, para Exemplos, quatro preceitos do Decálago: o: o quinto preceito: Não matarás. Por isto o homem entende não somente matar, mas também ter ódio e aspirar vingança até desejar a morte de seu inimigo; o Anjo espiritual, por matar, entende agir como um diabo e fazer perecer a alma do homem; Anjo celeste, por matar, entende ter ódio ao Senhor e à Palavra. 0 sexto preceito: Não cometerás adultério. Por cometer adultério, o homem entende também entregar-se à escortação, praticar ações obscenas, sustentar propósitos lascivos, e ter pensamentos impuros por cometer adultério, o Anjo espiritual entende adulterar os bens da Palavra e falsificar seus ver-os; e, por cometer adultério, o Anjo celeste entende negar o Divino do Senhor e profanar a Palavra. 0 sétimo preceito: Não furtarás. Por furtar, o homem entende furtar, fraudar e, sob qualquer pretexto que seja arrebatar ao próximo o que lhe pertence; por furtar, o Anjo espiritual entende privar os outros dos veros e dos bens de sua fé pelos falsos e pelos males; por furtar, o Anjo celeste entende o que pertence ao Senhor e apropriar-se de sua jusmérito. 0 oitavo preceito: Não levantarás falso testemunho. Por levar falso m entende também, mentir e difamar alguém; o anjo espiritualentende, por levar falso testemunho, dizer e persuadir que o falso é o vero e que reciprocadamente; o Anjo celeste entende, por o mal é o bem, e reciprocadamentelevar falso testemunho, bIasfemar o Senhor e a Palavra. Por estes exemplos, pode-se ver como o Sentido o espiritual e o Sentido celeste são desprendidos e tirados do Sentido natural da Palavra, no qual eles estão; e; o que é surpreendente, os Anjos extraem os sentidos que lhes são próprios, sem que saibam o que o homem pensa; mas não obstante os os pensamentos dos Anjos e dos homens fazem um pelas correspondências, como o fim, a causa e o efeito; e mesmo, na realidade, os fins estão no Reino celeste, as causas no Reino espiritual e os efeitos no Reino natural; resulta daí, que há consociação dos homens com os Anjos pela Palavra.

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