- Este arcano vai enfim ser desvendado: A Consumação da Igreja de hoje está descrita em sete Capítulos do Apocalipse, da mesma maneira que é descrita a devastação do Egito, e uma e outra por pragas semelhantes, cada uma das quais significa espiritualmente algum falso que estendeu a devastação até à destruição completa; por isso esta Igreja, que hoje está inteiramente destruída, é também chamada espiritualmente Egito (Apoc. 11, 8). As pragas do Egito foram estas: As águas foram mudadas em sangue, o que fêz morrer todo peixe e feder o rio (Êxodo 7.0); se diz a mesma cousa no Apocalipse, Cap. 8.-0, 8; Cap. 16, 3; pelo sangue é significado o Divino Vero falsificado, ver o "Apocalipse Revelado", ns. 379, 404, 681, 687, 688; e pelos peixes que então morreram são significados os veros semelhantemente mortos no homem natural, ns. 290, 405. No Egito as rãs pulularam sobre a Terra (Êxodo 8.0); se diz também alguma cousa de rãs no Apocalipse, Cap. 16, 13; pelas rãs são significados os raciocínios que provêm da cupidez de falsificar os veros, ver o "Apoc. Rev. ", n. 702. No Egito houve sobre o homem e sobre a bêsta úlceras malignas (Êxodo 9.0); semelhantemente no Apocalipse, Cap. 16, 2; pelas úlceras são significados os males e os falsos interiores que destroem o bem e o vero da Igreja, ver o "Apoc. Rev.", n. 678. No Egito houve uma saraiva misturada com fogo (Êxodo 9.0); semelhantemente no Apocalipse, Cap. 8, 7; Cap. 16, 21; a saraiva significa o falso infernal, ver o "Apoc. Rev.", ns. 399, 714. Ao Egito foram enviados gafanhotos (Êxodo 10.0); semelhantemente no Apocalipse (Cap. 9, 1 a 11); os gafanhotos significam os falsos nos extremos, ver o "Apoc. Rev.", ns. 424, 430. No Egito houve espessas trevas (Êxodo 10.0); semelhantemente no Apocalipse (Cap. 8, 12); as trevas significam os falsos que tiram sua origem seja da ignorância, seja dos falsos da religião, seja dos males da vida, ver o "Apoc. Rev." ns. 110, 413, 695. Enfim os Egípcios pereceram no mar de Suph (Êxodo 14.0); no Apocalipse o Dragão e o falso Profeta foram precipitados no lago de fogo e de enxofre (Cap. 19, 20; Cap. 20, 10); um e outro, o mar de Suph e este lago, significam o Inferno. Se as mesmas cousas são ditas do Egito e da Igreja, cuja consumação e fim são descritos no Apocalipse, é porque pelo Egito é entendida uma Igreja que em seu começo era de uma excelência superior, por isso, o Egito, antes que sua Igreja tenha sido devasta,da, é comparado ao Jardim do Éden e ao Jardim de Jehovah (Gen. 13, 10; Ezequiel XXXI, 8, 9), e é também chamado Pedra angular das tribos, Filho de sábios e dos reis da Antiguidade (Isaías XIX, 11, 13). Ver no "Apocalipse Revelado", n. 503, várias cousas sobre o Egito no seu estado primitivo e no seu estado devastado.
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