- Um dia, me foi dado perceber qual é o Calor de seu amor Poligâmico; eu falava com um Espírito que tinha ocupado o lugar de Maomé; e êste Substituto, após uma conversa com êle a distância, fêz passar para mim uma colher de ébano e outros objetos, que eram índices de que a colher vinha dêle; e ao mesmo tempo fêz abrir de diversos lugares uma comunicação para o calor de seu amor Poligâmico, o qual, de certos lugares, foi sentido como o calor no Banho depois que alguém se lavou, de certos outros, como o calor nas cozinhas onde se faz ferver carnes; de alguns, como o calor nas Tabernas onde alimentos fétidos são expostos à venda; de alguns outros, como o calor nos laboratórios de Farmacêuticos, onde se preparam emulsões e outros medicamentos semelhantes; dêstes, como o calor nos lugares maus e nas salas de fumar; e daqueles, como o calor de Lojas onde se vende peles, couros e sapatos; havia também neste calor alguma cousa de ranço, de áspero e de cáustico proveniente do ciúme. Ao contrário, o calor nos Céus Cristãos, quando o prazer de seu amor é sentido como Odor, é odorífero como nos Jardins e nas Vinhas e como nos Bosques de roseiras; em alguns lugares como nos Gabinetes de perfumes; e em outros, como nos Lagares e nos Celeiros; que os Prazeres dos Amores no Mundo espiritual sejam muitas vezes sentidos como Odores, vê-se aqui e ali nos meus Memoráveis no fim dos Capítulos.
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