. A Palavra só é compreendida por meio da doutrina procedente da Palavra. A doutrina da igreja deve ser extraída da Palavra (n. 3464, 5432, 10763 e 10764). A Palavra não é compreendida sem a doutrina (n. 9025, 9409, 9424, 9430, 10324, 10431 e 10582). A verdadeira doutrina é uma lâmpada para os que leem a Palavra (n. 10400). A doutrina genuína deve ser [extraída] pelos que estão na iluminação vinda do Senhor (n. 2510, 2516, 2519, 9424 e 10105). A Palavra é compreendida por intermédio da doutrina feita por quem foi iluminado (n. 10324). Os que estão na iluminação fazem para si a doutrina extraída da Palavra (n. 9382 e 10659). Diferença entre os que ensinam e aprendem pela doutrina da igreja e os que ensinam e aprendem unicamente pelo sentido da letra da Palavra; qual é essa diferença (n. 9025). Os que estão no sentido literal da Palavra sem uma doutrina não chegam a entendimento algum sobre os veros Divinos (n. 9409, 9410 e 10582). Esses caem em muitos erros (n. 10431). Os que estão na afeição do vero pelo vero, quando se tornam adultos e podem ver por seu entendimento, não permanecem simplesmente nos doutrinais de sua igreja, mas examinam atentamente pela Palavra se eles são veros (n. 5402, 5432 e 6047). De outro modo, cada um teria o vero segundo um outro, ou segundo o solo natal, fosse ele judeu ou grego nato (n. 6047). Contudo, as coisas que se tornaram da fé pelo sentido literal da Palavra não devem ser extintas, exceto depois de uma completa intuição (n. 9039).
A verdadeira doutrina da igreja é a doutrina da caridade e da fé (n. 2417, 4766, 10763 e 10764). O que faz a igreja não é a doutrina da fé, mas a vida da fé, que é a caridade (n. 809, 1798, 1799, 1834, 4468, 4672, 4766, 5826 e 6637). Os doutrinais nada são, se não se é vivificado segundo eles; e cada um pode ver que eles são para a vida e não para a memória e algum pensamento daí (n. 1515, 2049 e 2116). Hoje, nas igrejas, há a doutrina da fé e não a da caridade; e a doutrina da caridade foi confinada na ciência que se chama teologia moral (n. 2417). A igreja seria uma só, se eles fossem reconhecidos como homens da igreja pela vida, assim, pela caridade (n. 1285, 1316, 2982, 3267, 3445, 3451 e 3452). O quanto a doutrina da caridade sobrepuja a doutrina da fé separada da caridade (n. 4844). Os que não têm noção alguma da caridade estão na ignorância a respeito das coisas celestes (n. 2435). Os que têm apenas a doutrina da fé, e não a da caridade, caem em erros; também a respeito desses erros (n. 2383, 2417, 3146, 3325, 3412, 3413, 3416, 3773, 4672, 4730, 4783, 4925, 5351, 7623 a 7627, 7752 a 7762, 7790, 8094, 8316, 8530, 8765, 9186, 9224 e 10555). Os que estão somente na doutrina da fé, e não na vida da fé, que é a caridade, foram outrora denominados incircuncisos ou filisteus (n. 3412, 3413, 3463, 8093, 8313 e 9340). Entre os antigos houve a doutrina do amor ao Senhor e da caridade para com o próximo, e a doutrina da fé estava ao seu serviço (n. 2417, 3419, 4844 e 4955).
A doutrina feita por um homem iluminado pode depois ser confirmada pelas coisas racionais e científicas, e assim ela é compreendida mais plenamente e corroborada (n. 2553, 2719, 2720, 3052, 3310 e 6047). Sobre este assunto se veem muitas coisas na Nova Jerusalém e a Sua Doutrina (n. 51). Os que estão na fé separada da caridade querem que se creia simplesmente nos doutrinais da igreja, sem nenhuma intuição racional (n. 3394).
Ser sábio não é confirmar um dogma, mas ver se é ou não um vero antes de confirmá-lo, e isto acontece nos que estão na iluminação (n. 1017, 4741, 7012, 7680 e 7950). A luz da confirmação é uma luz natural, não espiritual, podendo existir até nos maus (n. 8780). Podem-se confirmar todas as coisas, mesmo as falsas, para que apareçam como verdadeiras (n. 2482, 2490, 5033, 6865 e 8521).