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Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. Como há gêneros e espécies de todos os bens, a saber, tanto dos bens espirituais quanto dos bens naturais e, também, dos sensuais e corpóreos daí, aqui se diz de cada um deles ‘segundo a sua espécie’. Há tantos gêneros de bens espirituais, assim como tantos gêneros de veros espirituais, que nunca é possível enumerá-los, e ainda menos as espécies dos gêneros. No céu, os bens e veros celestes e espirituais são assim distintos em seus gêneros e estes em suas espécies, de sorte que nada há que não seja muito distinto. E são tão inúmeros que as diferenças específicas podem ser consideradas indefinidas. Por aí se pode ver quão pobre e quase nula é a sabedoria humana, que mal sabe que há um bem e vero espiritual, e ainda menos o que isto é.
[2] Dos bens celestes e espirituais, e dos veros daí decorrentes, existem e descendem os bens e veros naturais, pois não há bem e vero natural algum que não exista pelo bem espiritual e este, por sua vez, pelo celeste, e pelos mesmos subsista. Se o espiritual se afastasse do natural, o natural nada seria. Assim acontece com a origem de todas as coisas: todas e cada uma das coisas procedem do Senhor; d’Ele existe o celeste; pelo celeste, desde o Senhor, existe o espiritual; pelo espiritual, o natural; pelo natural, o corpóreo e sensual. E assim como cada coisa existe a partir do Senhor, também assim subsiste, pois, como se sabe, a subsistência é a perpétua existência. Aqueles que compreendem de outro modo a existência e a origem das coisas, como os que cultuam a natureza e dela tiram a origem das coisas, estão em princípios tão funestos que as fantasias das feras da selva podem ser tidas como muito mais sãs. Tais são muitíssimos indivíduos que se julgam preponderar aos outros em sabedoria.

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