ac 5095

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. ‘Que [eram] do rei do Egito’; que signifique que estavam subordinados ao interior natural, vê-se pela representação do ‘faraó’, ou do ‘rei do Egito’, neste capítulo, que é o estado novo do natural (n. 5079, 5080), consequentemente, o natural interior, pois este foi feito novo. (O que é o natural interior e o exterior, ver acima, n. 5094.) Qual o sentido interno da Palavra nos históricos e nos proféticos, deve-se dizer em poucas palavras: onde, no sentido histórico, são lembradas diversas pessoas, como aqui, José, o faraó, o chefe dos guardas, o copeiro, o padeiro, no sentido interno realmente significam várias coisas, mas somente em uma única pessoa; a causa é, porque os nomes significam coisas reais. Por exemplo, aqui, ‘José’ representa o Senhor quanto ao celeste espiritual proveniente do racional, e também no natural; ‘faraó’ O representa quanto ao estado novo do natural, ou quanto ao natural interior; o ‘copeiro’ e o ‘padeiro’ O representam quanto às coisas que pertencem ao natural externo. Tal é o sentido interno. O mesmo acontece em outros lugares, como quando são nomeados Abrahão, Isaque e Jacó; no sentido da letra são três pessoas, mas no sentido supremo todos os três representam o Senhor, a saber, Abrahão, o Divino mesmo do Senhor; Isaque, o Divino Intelectual; e Jacó, o Divino Natural d’Ele. O mesmo acontece nos Profetas, onde por vezes a maneira de dizer se dá por meros nomes, quer de pessoas, quer de reinos, quer de cidades; e ainda assim, juntamente, esses nomes apresentam e descrevem uma só coisa no sentido interno. Quem não sabe isso pode facilmente, pelo sentido da letra, ser arrastado a pensar em diversas coisas, e assim ser dissipada a ideia de uma coisa só.

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