AE 777

Apocalipse Explicado
Emanuel Swedenborg
Explicatione super Apocalypsin — Interpretacao Espiritual do Livro da Revelacao

. “E sobre os seus chifres, dez diademas”. Que isto signifique o conhecimento oriundo das aparências de vero em abundância vê-se pela significação de ‘chifres’, que são o poder (de que se tratou logo acima); pela significação de ‘dez’, que é muito, daí, também, a abundância (de que se tratou no n. 675); e pela significação de ‘diademas’, que são os veros no último da ordem, quais são os veros no sentido da letra da Palavra (de que também se tratou acima, n. 717). Que também sejam as aparências de vero é porque os veros do sentido da letra da Palavra são, em sua maioria, aparências de vero, e por essas aparências de vero da Palavra têm poder aqueles que se entendem por essa ‘besta’, isto é, os que confirmam a separação entre a fé e a vida, por meio de raciocínios, pois são os veros do sentido da letra da Palavra – que são aparências de vero, que eles ligam por meio de raciocínios a fim de parecem veros genuínos – que são aqui significados pelos ‘diademas’. Quando, porém, eles são ligados por meio de raciocínios oriundos de falsos e falácias, não são mais veros aparentes, mas veros falsificados, portanto, falsos, segundo o que foi ilustrado acima (n. 719), pela aparente progressão do sol. Que tenham aparecido ‘sete diademas’ sobre a cabeça do dragão, mas ‘dez diademas’ sobre os chifres da besta é porque a ‘cabeça do dragão’ significa o conhecimento das coisas santas da Palavra, que são falsificados e adulterados, assim aparências que são os veros do sentido da letra da Palavra, enquanto pelos ‘chifres’ é significado o muito poder deles, quando os veros são ligados e confirmados pelos raciocínios pelo homem natural. No entanto, esse muito poder não vem dos raciocínios, mas dos raciocínios pelos veros do sentido da letra da Palavra.

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