. “E santo”. Que isto signifique também quanto ao Divino Vero vê-se pela significação de ‘santo’, que é Divino Vero procedente do Senhor, pois este se entende na Palavra se entende por ‘santo’ e, também, pelo ‘Espírito Santo’, que por isso é chamado ‘Espírito da verdade’. (Que ‘santo’, na Palavra, se atribua ao vero, e ‘justo’ ao bem’ vê-se no n. 204; e que somente o Senhor seja Santo, porque é o Divino Vero mesmo, n. 204, 285 e 328).
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Continuação sobre o Quinto Preceito
[2] Ora, na proporção que são removidos, e quanto mais são removidos, os gêneros e as espécies de furtos, mais entram e ocupam o lugar deles os gêneros e as espécies de bens que lhes correspondem no sentido oposto, os quais se referem, em geral, ao que é sincero, reto e justo. Quando, pois, o homem dos ganhos ilícitos por fraudes e astúcia, e tem aversão a isto, mais ele quer o que é sincero, reto e justo, e finalmente começa a amar o que é sincero por ser sincero, o que é reto por se reto, e o que é justo por ser justo. Que comece a amá-los é por eles vêm do Senhor, e o amor do Senhor está neles, porque amar o Senhor não é amar a pessoa, mas amar as coisas que procedem do Senhor, porquanto elas são o Senhor no homem, assim, também o sincero mesmo, o reto mesmo e o justo mesmo. E como essas coisas são o Senhor, por isso, quanto mais o homem as ama e, daí, age por elas, mais ele age pelo Senhor, e mais o Senhor remove as coisas insinceras e injustas quanto às intenções e vontades mesmas, onde estão as raízes de tais coisas, e sempre com menor esforço e luta, assim com operações mais fáceis do que no início. Assim o homem pensa pela consciência e age pela integridade. Não, porém, que o homem faça isso por si, mas como por si, porque então o faz pela fé e depois pela percepção, o que de fato lhe parece fazer e pensar por si, quando, todavia, não por si, mas pelo Senhor.
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