AE 1197

Apocalipse Explicado
Emanuel Swedenborg
Explicatione super Apocalypsin — Interpretacao Espiritual do Livro da Revelacao

. “Dizendo: Aleluia!”. Que isto signifique a glorificação do Senhor vê-se pela significação de ‘aleluia’, que é a glorificação do Senhor, por ‘aleluia’, na língua original, significa ‘louvai a Deus’, por conseguinte, também ‘glorificai o Senhor’. Era um vocábulo de regozijo nas confissões e no culto, como em David:
“Bendize, ó minha alma, a Jehovah. Aleluia!” (Sl. 104:35);
no mesmo:
“Bendito Jehovah, Deus de Israel, da eternidade até a eternidade. E diga todo o povo: Amém, aleluia!” (Sl. 106:48);
no mesmo:
“Bendigamos Jah, desde agora e... na eternidade, aleluia!” (Sl. 115:18);
no mesmo:
“Toda alma louve a Jah; aleluia!” (Sl. 150:6),
além de outras passagens (como nos Salmos 105:45; 106:1; 112:1; 113:1, 9; 116:19; 117:2; 135:3; 148:1, 14; 149:1, 9; 150:1).
* * * * * * *
[2] Continuação
Que o espiritual e o natural em todas e cada uma das coisas do mundo estejam tão unidos como a alma em todas e cada uma das coisas do corpo, ou como a causa eficiente está em todas e cada uma das coisas do efeito, ou como o interno que produz em todas e cada uma das coisas de seu produto, é o que pode se ilustrado e confirmado pelos sujeitos e objetos nos três reinos da natureza, que são todas as coisas do mundo. Que essa união dos espirituais com os naturais esteja em todos e cada um dos sujeitos e dos objetos do reino animal, é evidente pelas maravilhas que foram observadas nesse reino pelos varões eruditos e pelas sociedades e deixadas para exame daqueles que estudam as causas. Geralmente se sabe que os animais de todo gênero, grande e pequenos, tanto os andam e rastejam sobre a terra quanto os que voam no ar e os que nadam nas águas, sabem por um ínsito inato, que se chama instinto, e também por natureza, de que modo deve ser propagadas as suas espécies, de que modo, após o parto ou a eclosão [enixum] os filhotes devem ser criados e de que modo devem ser nutridos e com quais alimentos. Também conhecem as suas comidas somente pela visão, pelo odor e pelo paladar, e onde devem procuradas e colhidas. E também conhecem os seus habitáculos e paradeiros, e sabem também onde se acham os seus companheiros e parceiros ao ouvirem o som deles, e sabem ainda, pela variação do som, o que desejam. O conhecimento deles, considerado em si mesma, é espiritual, semelhante à afeição de que o conhecimento procede; o envoltório do conhecimento e da afeição vem da natureza, e também, por ela, a produção.
[3] Além disso, o animal é inteiramente semelhante ao homem quanto aos órgãos, membros e vísceras do corpo e quanto aos usos destes. Assim como os homens, os animais têm olhos e, daí, visão; têm ouvidos e, daí, audição; têm narinas e, daí, olfato; têm boca e língua e, daí, paladar; e têm também os sentidos cuticulares com suas variações em toda parte. E quanto aos interiores do corpo, têm semelhantes vísceras, têm dois cérebros, têm coração e pulmão, têm estômago, fígado, pâncreas, baço, mesentério, intestinos, com os demais órgãos de digestão, circulação de sangue e filtração, além de órgãos de separação e órgão de geração. São também semelhantes quanto aos nervos, vasos sanguíneos, músculos, pele, cartilagens e ossos. Essa semelhança é tal que, quanto a ela, o homem é um animal. Que todas essas coisas no homem tenham correspondência com as sociedades do céu mostrou-se muitas vezes nos Arcanos Celestes; consequentemente, também as que são similares nos animais. Por essa correspondência é evidente que o espiritual age no natural e por este produz os seus efeitos, como a causa principal por sua causa instrumental. Essas coisas, porém, são somente os sinais gerais nesse reino que comprovam a conjunção.

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