. Sobre a Justificação pela Fé sem as Obras da Lei, Doutrinas Particulares tiradas da Fórmula de Concórdia:
(a) A fé é imputada em justiça sem as obras, por causa do Mérito do Cristo, de que a fé se apodera (Pág. 78, 79, 80, 584, 689);
(b) A Caridade segue a Fé que justifica, mas a fé não justifica, enquanto ela foi formada pela caridade, como os Católicos Romanos falam (Pág. 81, 89, 94, 117, 688, 691; Apêndice 169);
(c) Nem a contrição que precede nem a renovação e a santificação que seguem, nem as boas obras, pertencem à justiça da fé (Pág. 688, 689);
(d) É uma loucura imaginar que as obras da Segunda Tábua do Decálogo justificam perante Deus, porque por essa segunda Tábua agimos com os homens, e não propriamente com Deus, e na justificação se deve agir com Deus e apaziguar a ira dele (Pág. 102);
(e) Se, por conseguinte, alguém crer conseguir a remissão dos pecados, porque tem a caridade, ele faz injúria ao Cristo, porque é uma confiança ímpia e vazia à própria justiça (Pág. 87, 89);
(f) As boas obras devem ser inteiramente excluídas, quando se trata da justificação e da vida eterna (Pág. 589);
(g) As boas obras não são necessárias como causa meritória da salvação, e não entram no ato da justificação (Pág. 589, 590, 702, 704; Apêndice, 173);
(h) Deve-se rejeitar a proposição, segundo a qual as boas, obras são necessárias à salvação, porque isso tira a consolação do Evangelho, fornece uma ocasião de duvidar da graça de Deus e apresenta uma opinião sobre a própria justiça, 6 porque as boas obras são aceitas pelos Papistas para sustentarem uma má causa, (Pág. 704);
(i) Este modo de se exprimir "As boas obras são necessárias à salvação% é rejeitado e condenado, (Pág. 591);
(j) Os modos de se exprimirem a respeito das boas obras necessárias à salvação não devem ser ensinados nem defendidos, mas devem ser antes condenados e rejeitados como falsos pelas Igrejas, (Pág. 705);
(k) As obras que não partem da verdadeira fé são, na realidade, pecados perante Deus, isto é, são manchados de pecados, pois uma árvore má não pode produzir bons frutos, (Pág. 700);
(l) A fé e a salvação não são conservadas nem retiradas pelas boas obras, porque são somente testemunhos de que o Espírito Santo está presente e habita em nós, (Pág. 590, 705; Apêndice, 174);
(m) Deve-se, com razão, rejeitar o decreto do Concílio de Trento, de que as boas obras conservam a salvação e a justiça da fé é alcançada por nossas obras ou a própria fé é retida e conservada por essas obras, em totalidade ou em parte, (Pág. 707).
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