. Entretanto, essa fé hoje entre os católico-romanos foi de tal modo obliterada que quase nada sabem sobre ela. Não porque tenha sido reprovada por algum decreto dos Papas, mas porque ficou escondida pelos externos do culto, que são em geral, a adoração do vigário do Cristo, a invocação dos santos, e a veneração das imagens. E, além disso, há todas as coisas que afetam os sentidos como santos, tais como as missas em uma língua que não é compreendida, as vestimentas, as luzes, o incenso, a pompa das procissões, e depois os mistérios sobre a Eucaristia. Por tais coisas e muitas outras semelhantes à fé justificante, pela imputação do mérito do Cristo, ainda que estabelecida desde o princípio da Igreja Romana, foi assim afastada dos olhares e da memória, como uma coisa enterrada na terra e recoberta com uma pedra, perto da qual monges estão colocados como sentinelas, para que essa fé não seja desenterrada e recordada. Porque, se fosse recordada, a fé no poder sobrenatural dos eclesiásticos de perdoar os pecados, e por conseguinte de justificar e salvar, decairia ao mesmo tempo que sua santidade, sobreeminência, e os seus ricos proveitos.
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