. [3] [II] Que somente o Senhor seja o amor mesmo, porque é a vida mesma, e que o homem e o anjo sejam apenas recipientes. Isto foi ilustrado anteriormente por muitas coisas, às quais se deve acrescentar somente esta, que o Senhor, por ser o Deus do universo, é incriado e infinito, mas o homem e o anjo são criados e finitos. Incriado e infinito é o Divino mesmo em si. Disso o homem não pode ser formado, pois assim seria Divino em si, mas pode ser formado pelas coisas criadas e finitas, nas quais o Divino pode estar presente e comunicar sua vida, e isto pelo calor e pela luz de Si como Sol, por conseguinte, por Seu Divino Amor. É, comparativamente, como as germinações da terra não podem ser formadas pela essência mesma do sol do mundo, mas pelas coisas criadas de que o humo consiste, nas quais o sol pode estar presente e comunicar sua vida. Por aí é evidente que o homem e o anjo não são a vida em si, mas somente recipientes de vida.
[4] Disto se segue também que a concepção do homem por um pai não é alguma concepção da vida, mas somente a concepção da primeira e da mais pura forma receptível da vida, à qual, como um estame ou iniciação no útero, advêm sucessivamente as substâncias e matérias, até a última, que é adequada aos modos da natureza do mundo.
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