- Tôdas as cousas que favorecem o amor, o amor as chama bens, e tôdas as cousas que, como meios conduzem aos bens, êle os chama veros; e como são meios, são amadas e se tornam causas de sua afeição, e assim se tornam afeições em uma forma; é por isso que o vero não é outra causa senão a forma da afeição que pertence ao amor; a forma humana não é outra cousa senão a forma de tôdas as afeições do amor; a beleza é sua inteligência, que êIe adquire pelos veros que recebe ou pela vista ou pelo ouvido externo e interno; são estas causas que o amor dispõe nas formas de suas afeições, formas que são de uma grande variedade, mas tôdas têm uma semelhança com sua forma comum, que é a forma humana; tôdas estas formas são para êle belas e amáveis, mas tôdas as outras são para êle feias e não amáveis. Por isto, vê-se ainda que o amor se conjunta ao entendimento, e não vice-versa, e que a conjunção recíproca vem também do amor; é isto que é entendida por estas palavras: "O Amor ou a Vontade faz com que a sabedoria ou o entendimento seja recìprocamente conjunto".
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