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Sabedoria Angélica
Emanuel Swedenborg
Sobre o Divino Amor e Sobre a Divina Sabedoria

- X1X. O amor macul¿rd.o no entendimento e pelo entendi-mento se torna natural, sensrial e corporal. O amor natural separado do amor espiritual é oposto ao amor espiritual; isto vem de que o amor riatural é o amor de si e o amor do mundo, e que o amor espiritual é o amor do Senhor e o amor do próximo; ora, o amor de si e do mundo olha para baixo e para fora, e o amor do Senhor olha para cima e para dentro; quando portanto o amor natural foi separado do amor espiritual, não pode ser elevado para fora do próprio do homem, mas aí permanece mergulhado, e tanto c¿uanto ama êste próprio, tanto é aí aglutinado; e então se o entendimento sobe, e vê pela luz do Céu as cousas que pertencem à sabedoria, êste amor o retira e o conjunta com êle em seu próprio, e aí rejeita as cousas que pertencem à sabe-doria, ou as falsifica, ou as põe em tôrno de si, a fim de falar delas tendo em vista a reputação. Do modo pelo qual o Amor natural pods por graus subir e se tornar espiritual e celeste, do mesmo modo tam-bém pode por graus descer e se tornar sensual e corporal; e quanto mais ama a dominação não por um amor do uso, mas unicamente pelo amor de si, tanto mais êle desce; é êste amor que é chamado o diabo. Aquêles que estão neste amor podem falar e agir da mesma maneira que os que estão no amor espiritual; mas então é ou pela mem6ria, ou pelo entendimento elevado por si mesmo à luz do Céu; não obstante as cousas que dizem e fazem são, por comparação, como frutos pare-cendo belos pela superfície, que estão inteiramente podres por dentro; ou como amêndoas que pela casca parecem sãs, mas em cujo interior estão inteiramente carcomidas pelos vermes; èstes exteriores, no mundo es-piritual, são chamados de fantasias, pelas quais as mulheres depravadas, que são chamadas Sereias, se revestem de beleza e se amam com ves-tidos decentes, mas não obstante aparecem como espectros desde que a fantasia foi repelida; são como os diabos cpie se fazem anjos de luz; com efeito, quando êste amor corporal retira seu entendimento da ele-vação, o que acontece quando está só e pensa por seu amor, então pensa contra Deus pela natureza, contra ú Ceu pelo mundo, e contra os ve-ros e os bens da Igreja pelos falsos e os males do inferno, assim contra a sabedoria. Por estas explicações pode-se ver quais são os que são chamados homens corporais; pois não são corporais quanto ao enten-dimento, mas são corporais c¿uanto ao amor, isto é, não são corporais quanto ao entendimento quando falam em sociedade, mas o são quando falam com ages mesmos em espírito; e como são tais em espírito, é por isso que depois da morte se tornam, quanto ao amor e quanto ao en-tendimento, espíritos cpic s ìo chamados espíritos corporais; então aquê-les que no mundo estiveram em um muito grande amor de dominar pelo amor de si, e ao mesmo tempo na elevação do entendimento acima dos outros, aparecem como múmias egípcias quanto ao corpo, e gros-seiros e loucos quanto à mente. Quem sabe no Mundo que tal é em si êste amor ??? Entretanto há um amor de dominar pelo amor do uso, mas pelo amor do uso não para si mas para o bem comum; o homem não pode fàcilmente distinguir um do outro, mas há entretanto entre êles uma diferença como entre o Céu e o inferno. Quanto às diferen-ças entre êstes dois amôres de dominar, ver no Tratado do Céu e do Inferno, os ns. 551 a 565.

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