DIVPROV &113

Sabedoria Angélica sobre a DIVINA PROVIDÊNCIA
Emanuel Swedenborg
Doutrina da Nova Jerusalém sobre a Divina Providência

. O homem não pode perceber as concupiscências do seu mal. Percebe, é verdade, os prazeres das concupiscências, mas também pouco reflete sobre eles, porque os prazeres deleitam os pensamentos e tiram as reflexões. Por isso, se não soubesse por outro modo que são males, chamá-los-ia bens e os praticaria pelo livre segundo a razão de seu pensamento. Quando isso acontece, a pessoa apropria-se deles. Quanto mais os confirma como lícitos, mais se amplia a corte do amor reinante, que é o amor de sua vida. As concupiscências constituem sua corte, pois elas são como seu ministério e seus satélites, pelos quais governa os exteriores que fazem um com seu reino. Mas qual é o rei, tais são os ministros e satélites e também o reino. Se o rei é um diabo, então seus ministros e satélites são insanos, e o povo de seu reino são os falsos de todo gênero, os quais os ministros, que são chamados sábios ainda que sejam insanos, fazem com que apareçam como veros pelos raciocínios das falácias e pelas fantasias, e sejam reconhecidos em lugar dos veros. Pode tal estado do homem ser mudado de outra maneira senão pela remoção dos males no homem externo? Assim também são removidas as concupiscências, que são coerentes com os males. De outro modo não há saída para as concupiscências, pois estão encerradas como uma cidade sitiada e como uma úlcera coberta.

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