b. Que o homem deva ser tirado do mal para que seja reformado é evidente sem explicação, pois quem no mundo está no mal, está nesse mal quando sai do mundo. Por isso, se o mal não for removido no mundo, não pode ser removido depois. Onde a árvore cai, aí permanece. Assim também é a vida do homem: permanece tal como foi, quando morre. Também, cada um será julgado segundo seus feitos; não que estes sejam enumerados, mas porque retorna a eles e age de modo semelhante. Com efeito, a morte é a continuação da vida, com a diferença de que o homem então não pode mais ser reformado. Toda reforma se faz no que é pleno, isto é, nos primeiros e nos últimos simultaneamente; os últimos no mundo são reformados de acordo com os primeiros e não podem sê-lo depois, porquanto os últimos da vida, que o homem leva consigo após a morte, repousam e conspiram com os seus interiores, isto é, agem como um só.
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