. (iv.) Se o homem cresse, como é a verdade, que todo bem e vero procede do Senhor, e todo mal e falso procede do inferno, não apropriaria a si o bem, fazendo-o meritório, nem apropriaria a si o mal, fazendo-se culpado do mal. Mas como essas coisas são contra a crença daqueles que se confirmaram na aparência de que a sabedoria e a prudência procedem do homem, e não que influem segundo o estado da organização de sua mente (do que se tratou acima, n° 319), por isso elas serão demonstradas. E para que isso se faça distintamente, será feito nesta ordem: Primeiro: Aquele que se confirma na aparência de que a sabedoria e a prudência procedem do homem e, daí, que elas estão nele como coisas suas, não pode ver outra coisa senão que, de outro modo, não seria homem, mas uma besta ou uma estátua, quando, todavia, é o contrário. Segundo: Crer e pensar, como é a verdade, que todo bem e vero procede do Senhor e todo mal e falso procede do inferno parece algo impossível, quanto, todavia, isso é verdadeiramente humano e, assim, angélico. Terceiro: Crer e pensar assim é impossível para aqueles que não reconhecem o Divino do Senhor e não reconhecem que os males são pecados, mas é possível para aqueles que reconhecem essas duas coisas. Quarto: Os que estão nesses dois reconhecimentos refletem somente sobre os males que estão neles, e os rejeitam de si para os infernos, de onde procedem, quando fogem deles como pecados e lhes têm aversão. Quinto: Assim, a Divina Providência a ninguém apropria o mal nem o bem, mas a prudência própria apropria um e outro.
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