NJDC 48

Obra: A Nova Jerusalém e Sua Doutrina Celeste

Autor: Emanuel Swedenborg

Texto Completo

. Do natural e do espiritual. Quão perverso é que hoje no mundo se atribua tanto à natureza e tão pouco ao Divino (n. 3483). Por que isto acontece (n. 5116). Quando, todavia, todas e cada uma das coisas na natureza não somente existiram, mas também continuamente subsistem pelo Divino, e isto por meio do mundo espiritual (n. 775 e 8211). Que as coisas Divinas, celestes e espirituais sejam terminadas na natureza (n. 4240 e 4939). Que a natureza seja o plano último em que elas se assentam (n. 4240, 5651, 6275, 6284, 6299 e 9216). Que as coisas celestes, espirituais e naturais se sigam e se sucedam em ordem, assim, as Divinas com elas, porque elas provêm do Divino (n. 880, 4938, 4939, 9992, 10005, 10017 e 10068). Que as coisas celestes sejam a cabeça, as espirituais o corpo e as naturais os pés (n. 4938 e 4939). Que, na mesma ordem em que se seguem e se sucedem, também influam (n. 4938 e 4939). Que o bem do céu íntimo ou terceiro seja chamado celeste, o bem do céu médio ou segundo seja chamado espiritual e o bem do céu mais externo ou primeiro seja chamado espiritual natural, donde se pode saber o que são o celeste, o espiritual e o natural (n. 4279, 4286, 4938, 4939, 9992, 10005, 10017 e 10068; e na obra O Céu e o Inferno, n. 20-28 e 29-40).
Que todas as coisas do mundo natural sejam provenientes do Divino por meio do mundo espiritual (n. 5013). Daí, que o espiritual esteja ínsito em todo natural, do mesmo modo que a causa eficiente está ínsita no efeito (n. 3562 e 5711); também, do mesmo modo que o esforço está ínsito no movimento (n. 5173); e do mesmo modo que o interno está ínsito no externo (n. 3562, 5326 e 5711). E como a causa é o essencial mesmo no efeito, semelhantemente ao esforço no movimento, como interno e externo, daí se segue que o espiritual é o essencial mesmo no natural, assim, o Divino de que procede (n. 2987-3002 e 9701-9709). Que as coisas espirituais sejam apresentadas à vista no natural, e as que são apresentadas sejam representativas e correspondenciais (n. 1632 e 2987-3002). Que seja daí que toda a natureza é um teatro representativo do mundo espiritual, isto é, do céu (n. 2758, 2999, 3000, 4939, 8848 e 9280). Que todas as coisas na natureza estejam dispostas em ordem e em série segundo os fins (n. 4104). Que isto seja proveniente do mundo espiritual, isto é, do céu, porque ali reinam os fins, que são os usos (n. 454, 696, 1103, 3645, 4054 e 7038). Que o homem tenha sido criado de tal modo que as coisas Divinas, segundo a ordem em que descem à natureza, sejam percebidas nele (n. 3702).
Que em cada homem que está na ordem Divina haja um interno e um externo; seu interno se chama espiritual ou homem espiritual, e seu externo se chama natural ou homem natural (n. 978, 1015, 4459, 6309 e 9701-9709). Que o homem espiritual esteja na luz do céu, e o natural na luz do mundo (n. 965). Que o homem natural nada possa perceber por si mesmo, mas pelo espiritual (n. 5286). Que o natural seja como que a face em que as coisas interiores se veem, e que assim o homem pense (n. 5165). Que o homem espiritual pense no natural, assim, naturalmente, na medida que vem à sua percepção sensual (n. 3679, 5165, 6284 e 6299). Que o natural seja o plano em que o espiritual termina (n. 5651, 6275, 6284, 6299 e 9216). Que o espiritual nada veja, a menos que o natural corresponda (n. 3493, 3620 e 3623). Que o homem interno ou espiritual possa ver o que se passa no natural ou externo, mas não o contrário, porque o espiritual influi no natural e não o natural no espiritual (n. 3219, 4667, 5119, 5259, 5427, 5428, 5477, 6322, 9109 e 9110). Que o homem natural, por sua luz, que se chama lume natural, não saiba coisa alguma a respeito de Deus, nem do céu, nem da vida após a morte, e tampouco creia, se ouvir a respeito, a menos que nesse lume influa a luz espiritual, que é a luz do céu (n. 8944).
Que o homem natural por si mesmo seja oposto ao homem espiritual, pois isso é de nascença (n. 3913 e 3928). Que, por isso, enquanto são opostos, o homem sinta enfado em pensar a respeito das coisas espirituais e celestes, mas prazer em pensar nas coisas naturais e corpóreas (n. 4096). Que tenha náusea em relação às coisas que são do céu, e, também, à mera menção das coisas espirituais; por experiência (n. 5006 e 9109). Que os meramente naturais vejam o bem e o vero espirituais como servos (n. 5013 e 5025). Quando, todavia, o homem natural deve ser subordinado ao espiritual e lhe servir (n. 3019 e 5168). Diz-se do homem espiritual que ele serve ao natural quando este pelo entendimento adquire, principalmente da Palavra, confirmações das coisas que cobiça (n. 3019, 5013, 5025 e 5168). Como os homens meramente naturais aparecem na outra vida, e quais são seu estado e sua sorte ali (n. 4630, 4633, 4940-4952, 5032 e 5571).
Que os veros que há no homem natural sejam chamados conhecimentos e cognições (n. 3293). Que no homem natural considerado em si mesmo haja a imaginação material e haja afeições, como são as das bestas (n. 3020). Mas que o cogitativo e o imaginativo genuínos sejam oriundos do homem interno ou espiritual, quando por este o homem natural vê, age e vive (n. 3493, 5422, 5423, 5427, 5428, 5477 e 5512).
Que as coisas que estão no homem natural sejam gerais, relativamente às coisas que há no homem espiritual (n. 3513 e 5707); e, assim, que sejam relativamente obscuras (n. 6686).
Que haja um natural interior e um exterior no homem (n. 3293, 3294, 3793, 5118, 5126, 5497 e 5649). Que também haja um médio entre eles (n. 4570 e 9216). Que as exonerações do homem espiritual se façam no natural e por meio deste (n. 9572).
Que aqueles que fazem o bem somente pela índole natural, e não pela religião, não sejam recebidos no céu (n. 8002 e 8772).

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