NJDC 50

Obra: A Nova Jerusalém e Sua Doutrina Celeste

Autor: Emanuel Swedenborg

Texto Completo

. Do homem sensual, que é o grau ínfimo do natural (de que se fala na Doutrina, n. 45, acima). Que o sensual seja o último da vida do homem, aderente e inerente ao seu corpóreo (n. 5077, 5767, 9212, 9216, 9331 e 9730). Que seja chamado homem sensual aquele que pelos sentidos do corpo julga todas as coisas e tira conclusões a respeito delas, e em nada crê, senão no que pode ver com os olhos e tocar com as mãos, dizendo serem essas alguma coisa e rejeitando as demais (n. 5094 e 7693). Que tal homem pense nos extremos e não interiormente em si (n. 5089, 5094, 6564 e 7693). Que seus interiores sejam fechados, de modo que ele nada vê do vero (n. 6564, 6844 e 6845). Em suma, que ele esteja no grosseiro lume natural e, assim, nada perceba do que vem da luz do céu (n. 6201, 6310, 6564, 6598, 6612, 6614, 6622, 6624, 6844 e 6845). Que, daí, ele seja interiormente contra as coisas que são da luz do céu (n. 6201, 6316, 6844, 6845, 6948 e 6949). Que os eruditos que se confirmaram contra os veros da igreja sejam sensuais (n. 6316).
Que os homens sensuais raciocinem penetrante e habilmente, porquanto o pensamento deles está tão perto da linguagem que quase está nela, e porque põem toda inteligência na linguagem proveniente apenas da memória (n. 195, 196, 5700 e 10236). Que, todavia, raciocinem pelas falácias dos sentidos, pelas quais o homem simples [vulgus] é seduzido (n. 5084, 6948, 6949 e 7693).
Que os homens sensuais sejam mais astutos e maliciosos que os demais (n. 7693, 10236). Que principalmente os avaros, os adúlteros, os voluptuosos e os dolosos sejam sensuais (n. 6310). Que os seus interiores sejam sujos e imundos (n. 6201). Que, por esses interiores, eles se comuniquem com os infernos (n. 6311). Que aqueles que estão nos infernos sejam sensuais, e isto quanto mais profundamente estão ali (n. 4623 e 6311). Que a esfera dos espíritos infernais se conjunte com o sensual do homem por trás (n. 6312). Que aqueles que raciocinaram pelo sensual e, assim, contra os veros da fé, tenham sido chamados de ‘serpentes da árvore da ciência’, pelos antigos (n. 195-197, 6398, 6949 e 10313).
Descrevem-se, além disso, o sensual do homem e o homem sensual (n. 10236). E a extensão do sensual no homem (n. 9731).
Que as coisas sensuais devam estar em último lugar, não em primeiro; e que estejam no último lugar no homem sábio e inteligente, e sujeitas aos interiores, mas que estejam no primeiro lugar no homem não sábio, e dominem. Esses são os que se chamam propriamente sensuais (n. 5077, 5125, 5128 e 7645). Se as coisas sensuais estiverem no último lugar e sujeitas às interiores, por elas se abre o caminho para o entendimento, e os veros são refinados por uma espécie de extração (n. 5580).
Que essas coisas sensuais do homem fiquem mais próximas do mundo e admitam as coisas que chegam do mundo e as peneirem, por assim dizer (n. 9726). Que o homem externo ou sensual se comunique com o mundo pelas coisas sensuais, e com o céu pelas racionais (n. 4009). Que as coisas sensuais assim forneçam as coisas que servem aos interiores do homem (n. 5077 e 5081). Que haja sensuais que fornecem à parte intelectual e os que fornecem à parte voluntária (n. 5077).
Que o homem pouco saiba, a menos que o pensamento seja elevado (n. 5089). Que o homem sábio pense acima do sensual (n. 5089 e 5094). Quando o seu pensamento é elevado acima das coisas sensuais, o homem entra num lume mais claro e, finalmente, na luz celeste (n. 6183, 6313, 6315, 9407, 9730 e 9922). Que a elevação acima das coisas sensuais e a abstração delas foram conhecidas pelos antigos (n. 6313). Que o homem, por seu espírito, possa ver as coisas que estão no mundo espiritual, se for abstraído das coisas sensuais que vêm do corpo e elevado à luz proveniente do Senhor (n. 4622). A razão é porque não é o corpo que sente, mas o espírito do homem no corpo; e quanto mais estiver no corpo, mais grosseira e obscuramente ele sente, assim, nas trevas, e quanto menos estiver no corpo, mais claramente e na luz (n. 4622, 6614 e 6622).
Que o último do entendimento seja o conhecimento sensual, e o último da vontade o prazer sensual (a respeito dos quais, n. 9996). Qual a diferença entre os sensuais comuns com as bestas e os sensuais não comuns com elas (n. 10236). Que haja [homens] sensuais não maus, porque os seus interiores não foram tão fechados; sobre o estado desses na outra vida (n. 6311).

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