Texto Completo
. Dos conhecimentos e das cognições pelos quais o homem interno espiritual é aberto. Que sejam chamadas conhecimentos as coisas que estão no homem natural e em sua memória, mas não as que estão no interno ou espiritual (n. 3019, 3020, 3293, 3309, 4967, 9918 e 9922). Que os conhecimentos, por serem do homem natural ou externo, sejam relativamente serviçais, porquanto o homem externo ou natural foi feito para servir ao homem interno ou espiritual, como o mundo o foi para servir ao céu (n. 5077, 5125, 5128, 5786, 5947, 10272 e 10471). Que o homem externo seja relativamente o mundo, porque nele foram inscritas as leis da ordem Divina que há no mundo; e que o homem interno seja relativamente o céu, porque nele foram inscritas as leis da ordem Divina que há no céu (n. 4523, 4524, 5368, 6013, 6057, 9278, 9279, 9283, 9709, 10156 e 10472; e na obra O Céu e o Inferno, n. 51-58).
Que haja conhecimentos que concernem às coisas naturais, outros que pertencem aos estados e à vida civis, outros que pertencem aos estados e à vida morais, e outros que pertencem aos estados e à vida espirituais (n. 5774 e 5934). Mas que, para distinção, os que pertencem aos estados e à vida espirituais são chamados cognições, as quais são principalmente as coisas doutrinais (n. 9945).
Que o homem deva se imbuir de conhecimentos e cognições, porque por eles aprende a pensar, por conseguinte, a entender o que são o vero e o bem, e, finalmente, tornar-se sábio, isto é, viver segundo eles (n. 129, 1450, 1451, 1453, 1548 e 1802). Que os conhecimentos e as cognições sejam as primeiras coisas, sobre as quais se constrói e se funda a vida do homem, tanto a civil quanto a moral e também a espiritual, mas que devam ser aprendidas por causa do uso da vida como fim (n. 1489 e 3310). Que as cognições abram o caminho para o homem interno e, por conseguinte, conjuntem-no ao externo segundo os usos (n. 1563 e 1616). Que o racional nasça pelos conhecimentos e pelas cognições (n. 1895, 1900 e 3086); todavia, não pelos conhecimentos e pelas cognições mesmos, mas pela afeição do uso proveniente deles e segundo a afeição (n. 1895). Que o homem interno seja aberto e sucessivamente aperfeiçoado por meio dos conhecimentos e das cognições, se o homem tiver por fim o bom uso, principalmente o uso que visa a vida eterna (n. 3086). Que, então, aos conhecimentos e às cognições, que estão no homem natural, acorram as coisas espirituais pelo homem celeste e espiritual, e adotem as coisas que lhe são convenientes (n. 1495). Que, então, os usos da vida celeste, pelos conhecimentos e pelas cognições que há no homem natural e por meio do homem interno, sejam extraídos, depurados e elevados pelo Senhor (n. 1895, 1896, 1900-1902, 5871, 5874 e 5901). E que os conhecimentos e as coisas contrárias sejam rejeitados para os lados e aniquilados (n. 5871, 5886 e 5889). Que a visão do homem interno não evoque dos conhecimentos e das cognições do homem externo senão as coisas que pertencem ao seu amor (n. 9394). Que os conhecimentos e as cognições sejam dispostos em feixes e conjuntos segundo os amores pelos quais são introduzidos (n. 5881). Que, então, as coisas que são do amor estejam no meio, sob a visão do homem interno, mas para os lados e na obscuridade as que não são do amor (n. 6068 e 6084). Que os conhecimentos e as cognições no homem sejam sucessivamente implantados em seus amores e aí habitem (n. 6325). Que o homem nasceria em toda ciência e, daí, na inteligência, se nascesse no amor ao Senhor e no amor para com o próximo; mas, como nasce no amor de si e do mundo, está na total ignorância (n. 6323 e 6325). Que a ciência, a inteligência e a sabedoria sejam filhas do amor ao Senhor e do amor para com o próximo (n. 1226, 2049 e 2116).
Que os conhecimentos e as cognições, por pertencerem ao homem externo ou natural, estejam na luz do mundo, mas que os veros que se tornaram do amor e da fé, por conseguinte, adquiriram a vida, estejam na luz do céu (n. 5212). Que, não obstante, os veros que assim adquiriram vida sejam compreendidos pelo homem por meio de ideias naturais (n. 5510). Que o influxo espiritual se dê pelo homem interno nos conhecimentos e nas cognições que estão no externo (n. 1940 e 8005). Que os conhecimentos e as cognições sejam receptáculos e, por assim dizer, vasos do vero e do bem que estão no homem interno (n. 1469, 1496, 3068, 5489, 6004, 6023, 6052, 6071, 6077, 7770 e 9922). Que, por isso, os ‘vasos’, no sentido espiritual da Palavra, signifiquem os conhecimentos e as cognições (n. 3068, 3069, 3079, 9394, 9544, 9723 e 9724). Que os conhecimentos sejam como espelhos nos quais os veros e bens do homem interno aparecem como imagens e são percebidos (n. 5201). Que aí estejam, ao mesmo tempo, em seu último (n. 5373, 5874, 5886, 5901, 6004, 6023, 6052, 6071 e 6077). Que os conhecimentos, por estarem na luz do mundo, sejam emaranhados [implexa] e obscuros, relativamente às coisas que estão na luz do céu; assim, as que estão no homem externo relativamente às coisas que estão no interno (n. 2831). Por isso, também, pelo ‘emaranhado’, na Palavra, é significado o conhecimento (n. 2831); e também a obscuridade da nuvem (n. 8443 e 10551).
Que um princípio deva ser tirado dos veros da doutrina que vem da Palavra, e que depois seja lícito consultar os conhecimentos para confirmá-lo, e que assim o princípio seja corroborado (n. 6047). Assim, que seja lícito aos que estão no afirmativo a respeito dos veros da fé confirmá-los intelectualmente pelos conhecimentos, mas não aos que estão no negativo, porque o afirmativo precedente arrasta todas as coisas para seu partido, e o negativo precedente as arrastem para o seu (n. 2568, 2588, 3913, 4760 e 6047). Que exista a dúvida do afirmativo e a dúvida do negativo; aquele em alguns dos bons, e este nos maus (n. 2568). Que entrar nos conhecimentos pelos veros da fé seja segundo a ordem, mas o contrário, entrar nos veros da fé pelos conhecimentos, seja contra a ordem (n. 10236). Porque existe o influxo espiritual, e não o influxo físico ou natural, assim, dos veros da fé, pois estes são espirituais, nos conhecimentos, porque estes são naturais (n. 3219, 5119, 5259, 5427, 5428, 5478, 6322, 9109 e 9110). Quem está na dúvida negativa, que em si é o negativo, e diz que não crê antes de ser persuadido pelos conhecimentos, esse nunca crê (n. 2094 e 2832). Que aqueles que fazem isso se tornem insensatos quanto às coisas que são da igreja e do céu (n. 128-130). Que esses caiam nos falsos do mal (n. 232, 233 e 6047); e que, na outra vida, sejam como bêbados, quando pensam nas coisas espirituais (n. 1072). Quais são eles, além disso (n. 196). Exemplos que ilustram que as coisas espirituais não podem ser compreendidas, se se entrar nelas na ordem inversa (n. 233, 2094, 2196, 2203 e 2209). Que muitos eruditos sejam mais insanos que os simples, nas coisas espirituais, por estarem no negativo, e tenham conhecimentos em abundância, pelos quais confirmam o negativo (n. 4760). Exemplo de um erudito que nada pôde compreender a respeito da vida espiritual (n. 8629). Que aqueles que raciocinam pelos conhecimentos contra os veros da fé raciocinem penetrantemente, pois o fazem pelas falácias dos sentidos que compreendem e de que se persuadem, pois elas dificilmente podem ser dissipadas (n. 5700). Que aqueles que nada entendam do vero, e também estão no mal, sejam capazes de raciocinar a respeito dos veros e bens da fé sem, todavia, estarem em iluminação alguma (n. 4214). Que somente confirmar um dogma não é ser inteligente, porque o falso pode ser confirmado igualmente ao vero (n. 1017, 2482, 2490, 4741, 5033, 6865, 7012, 7680, 7950, 8521 e 8780). Que aqueles que raciocinam sobre os veros da igreja, se são ou não são assim, estejam em completa obscuridade e não ainda na luz espiritual (n. 215, 1385, 3033 e 3428).
Que haja conhecimentos que admitem os veros Divinos e conhecimentos que os não admitem (n. 5213). Que os conhecimentos insanos devam ser destruídos (n. 1489, 1492, 1499 e 1500). Que os conhecimentos insanos são aqueles que têm por fim e confirmam os amores de si e do mundo e afastam dos amores ao Senhor e para com o próximo, porque esses fecham o interno do homem de tal modo que depois ele não pode receber coisa alguma do céu (n. 1563 e 1600). Que os conhecimentos sejam meios de se tornar sábio e meios de se tornar insano, e por eles o homem interno é ou aberto ou fechado, e assim o racional é ou cultivado ou destruído (n. 4156, 8628 e 9922).
Que os conhecimentos nada façam depois da morte, mas, sim, aquilo que pelos conhecimentos o homem hauriu no entendimento e na vida (n. 2480). Que, não obstante, todos os conhecimentos permaneçam depois da morte, mas repousem (n. 2476-2479 e 2481-2486). Que os mesmos conhecimentos que são falsos nos maus, porque são aplicados aos males, sejam veros nos bons, porque são aplicados aos bens (n. 6917). Que os verdadeiros conhecimentos não sejam veros com os maus, por mais que apareçam como veros quando eles os pronunciam, porque interiormente neles está o mal e, daí, são falsificados; e que esses conhecimentos neles não mereçam sequer serem chamados conhecimentos, porquanto são desprovidos de vida (n. 10331).
Que uma coisa é ser sábio, outra coisa é entender, outra coisa é saber e outra coisa é fazer; mas que, nos que estão na vida espiritual, essas coisas se sigam em ordem e correspondam, e estejam ao mesmo tempo no fazer ou nos feitos (n. 10331). Que, também, uma coisa é saber, outra é reconhecer e outra ter fé (n. 896).
Qual é a cupidez de saber nos espíritos; exemplo (n. 1973). Que nos anjos haja um desejo imenso de saber e de se tornar sábio, visto que a ciência, a inteligência e a sabedoria são a comida espiritual (n. 3114, 4459, 4792, 4976, 5147, 5293, 5340, 5342, 5410, 5426, 5576, 5582, 5588, 5655, 6277, 8562 e 9003).
Que a principal ciência dos antigos tenha sido a ciência das correspondências, mas que hoje ela esteja obliterada (n. 3021, 3419, 4280, 4844, 4964, 4966, 6004, 7729 e 10252). Que a ciência das correspondências tenha existido com os orientais e no Egito (n. 5702, 6692, 7097, 7779, 9391 e 10407). Que daí tenham vindo os seus hieróglifos (n. 6692 e 7097). Que os antigos, pela ciência das correspondências, tenham-se introduzido nas cognições espirituais (n. 4749, 4844 e 4966). Que a Palavra tenha sido escrita por meras correspondências, e que daí venha o seu sentido interno ou espiritual, que, sem a ciência das correspondências, não se pode saber que existe, nem como é a Palavra (n. 3131, 3472-3485, 8615 e 10687). O quanto a ciência das correspondências sobrepuja as outras ciências (n. 4280).