Texto Completo
. Que a Palavra seja escrita por correspondências e, assim, por representativos. Que a Palavra, quanto ao sentido da letra, seja escrita por meras correspondências, assim, por coisas tais que representam e significam coisas espirituais, que pertencem ao céu e à igreja (n. 1404, 1408, 1409, 1540, 1619, 1659, 1709, 1783, 2179, 2763 e 2899). Que isto tenha sido feito por causa do sentido interno em cada uma das coisas (n. 2899). Assim, por causa do céu, porque os que estão no céu não entendem a Palavra segundo o sentido da letra, mas segundo o sentido interno, que é espiritual (n. 2899).
Que o Senhor tenha falado por correspondências representativas e significativas, porque o fez pelo Divino (n. 9048, 9063, 9086, 10126 e 10728). Que, assim, o Senhor tenha falado diante do mundo e diante do céu (n. 2533, 4807, 9048, 9063 e 9086). Que as coisas que o Senhor falou tenham enchido todo o céu (n. 4637). Que as partes históricas da Palavra sejam representativas e as palavras significativas (n. 1540, 1659, 1709, 1783 e 2686). Que a Palavra não poderia ter sido escrita em outro sentido, para que houvesse por ela comunicação e conjunção com os céus (n. 2899, 6943 e 9481). Que errem muito os que desprezam a Palavra por causa do estilo aparentemente simples e rude, e pensam que receberiam a Palavra se ela fosse escrita em outro estilo (n. 8783). Que também o modo de escrever e o estilo dos antiquíssimos tenham sido por representativos e significativos (n. 605, 1756 e 9942).
Que os sábios dentre os antigos tenham tido deleite com a Palavra porque aí há representativos e significativos (por experiência, n. 2592 e 2593). Se o homem da Igreja Antiquíssima lesse a Palavra, veria claramente as coisas que estão no sentido interno da Palavra e obscuramente as que estão no sentido externo (n. 4493). Que os filhos de Jacob tenham sido conduzidos à terra de Canaan porque nessa terra todas as coisas tinham sido feitas representativas desde os tempos antiquíssimos (n. 1585, 3686, 4447, 5136 e 6516). A fim de que a Palavra fosse ali escrita, na qual os lugares eram nomeados por causa do sentido interno (n. 3686, 4447, 5136 e 6516). Mas que, todavia, a Palavra quanto ao sentido externo tenha sido mudada por causa daquela nação, mas não quanto ao sentido interno (n. 10453, 10461, 10603 e 10604). Para que se saiba o que são e quais são as correspondências e quais são os representativos na Palavra, dir-se-á, pois, alguma coisa a esse respeito.
Que todas as coisas que correspondem também representem e, assim, signifiquem, de modo que as correspondências e as representações sejam uma só coisa (n. 2896, 2897, 2973, 2987, 2989, 2990, 3002 e 3225). O que são correspondências e representações (por experiência e exemplos, n. 2763, 2987-3002, 3213-3226, 3337-3352, 3472-3485, 4218-4228 e 9280). Que a ciência das correspondências e das representações tenha sido a principal ciência entre os antigos (n. 3021, 3419, 4280, 4748, 4844, 4964, 4966, 6004, 7729 e 10252). Principalmente entre os orientais (n. 5702, 6692, 7097, 7779, 9391, 10252 e 10407). No Egito, mais do que os outros lugares (n. 5702, 6692, 7097, 7779, 9391, 10252 e 10407). E também entre as nações, como na Grécia e em outros lugares (n. 2762 e 7729). Mas que hoje esteja perdida entre as ciências, principalmente na Europa (n. 2894, 2895, 2994, 3630, 3632, 3747-3749, 4581, 4966 e 10252). Que, no entanto, essa ciência sobrepuje todas as ciências, porque sem ela não se entende a Palavra, nem o que significam os ritos da Igreja Judaica de que a Palavra trata, nem se sabe como é o céu nem o que é o espiritual, nem de que maneira se dá o influxo espiritual no natural, além de várias outras coisas (n. 4280 e nas passagens acima citadas). Que todas as coisas que aparecem aos anjos e espíritos sejam representativas segundo as correspondências de coisas tais que são do amor e da fé (n. 1971, 3213-3226, 3349, 3475, 3485, 9481, 9574, 9576 e 9577). Que os céus sejam cheios de representativos (n. 1521, 1532 e 1619). Que os representativos apareçam mais belos e mais perfeitos quanto mais interiormente estiverem nos céus (n. 3475). Que os representativos ali sejam aparências reais, porque vêm da luz do céu, que é o Divino Vero, e este é o essencial mesmo da existência de tudo (n. 3485). A razão por que todas e cada uma das coisas que há no mundo espiritual são representadas no natural é porque o interno se reveste de coisas convenientes no externo, pelas quais se torne visível e apareça (n. 6275, 6284 e 6299). Assim, os fins se revestem de coisas convenientes para que se apresente como causa numa esfera inferior e, daí, se apresente como efeito numa esfera ainda mais inferior; e quando o fim pela causa se torna efeito, então se torna visível e aparece perante os olhos (n. 5711). Essas coisas são ilustradas pelo influxo da alma no corpo, ou seja, a alma se reveste no corpo de coisas pelas quais tudo o que pensa e quer pode aparecer e se apresentar visivelmente; por isso o pensamento, quando deflui no corpo, é representado por gestos e afeições que correspondem (n. 2988). As afeições, que são da mente, são representadas manifestamente na face por seus vários semblantes, a ponto de aí serem vistas (n. 4791-4805 e 5695). Daí é evidente que em todas e cada uma das coisas da natureza se encerram interiormente a causa e o fim procedentes do mundo espiritual (n. 3562 e 5711). Porque as coisas que estão na natureza são os últimos efeitos, nos quais se encerram as coisas anteriores (n. 4240, 4939, 5051, 6275, 6284, 6299 e 9216). Que sejam os internos que são representados, e os externos os que representam (n. 4292).
Como todas as coisas na natureza são representativas de coisas espirituais e celestes, por isso nos tempos antigos houve igrejas em que todas as coisas externas, que eram os rituais, eram representativas, pelo que essas igrejas foram chamadas igrejas representativas (n. 519, 521 e 2896). Que a igreja entre os filhos de Israel tenha sido instituída como igreja representativa (n. 1003, 2179 e 10149). Que todos os rituais ali tenham sido externos que representaram internos que pertencem ao céu e à igreja (n. 4288 e 4874). Que os representativos da igreja e do culto tenham cessado quando o Senhor veio ao mundo, porque o Senhor abriu os internos da igreja e porque todas as coisas externas da igreja se referiam a Ele no sentido supremo (n. 4832).