- I. A REDENÇÃO MESMA FOI A SUBJUGAÇAO DOS INFERNOS E A ORDENAÇAO DOS CÉUS; E POR UMA E OUTRA A PREPARAÇAO PARA UMA NOVA IGREJA ESPIRITUAL.
Que estas três operações constituem a Redenção, eu o posso dizer com toda a certeza, pois que o Senhor opera ainda hoje a Redenção, que começou no ano de 1757, ao mesmo tempo que o Julgamento Final que então foi feito; depois dessa época esta Redenção continuou até hoje; e isso, porque hoje, é o Segundo Advento do Senhor e deve ser instituída uma Nova Igreja, que não pode ser instituída, a não ser que seja precedida pela subjugação dos Infernos e a ordenação dos Céus; e como me foi dado ver tôdas essas cousas, posso descrever como os Infernos foram subjugados e como o Novo Céu foi fundado e ordenado, mas isso será o assunto de uma obra inteira; todavia, em um Opúsculo im presso em Londres, em 1758, desvendei como o Julgamento Final foi realizado. Se a subjugação dos Infernos, a ordenação dos Céus e a instauração de uma Nova Igreja constituíram a Redenção, é porque sem essas três operações, homem algum podia ser salvo; elas se seguem mesmo em ordem, pois é preciso primeiro que os Infernos sejam subjugados antes que um Novo Céu Angélico possa ser formado; e é preciso que êste Céu seja formado antes que uma Nova Igreja possa ser instituída nas terras; pois os homens no Mundo foram de tal modo conjuntos aos Anjos do Céu e aos Espíritos do Inferno, que fazem um de uma parte e de outra nos interiores das mentes; mas será tratado especialmente deste assunto no último Capítulo desta Obra, onde se falará da Consumação do século, do Advento do Senhor, e da Nova Igreja.
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