VRC &404

A Verdadeira Religião Cristã
Emanuel Swedenborg
Contendo toda a teologia da Nova Igreja

- Mas o homem reveste um estado inteiramente diferente, se o Amor do Mundo ou das riquezas faz a Cabeça, isto é, se é o Amor Dominante, pois então o Amor do Céu é expulso da Cabeça e se refugia no Corpo; o homem que está neste estado prefere o Mundo ao Céu; adora a Deus, é verdade, mas pelo Amor puramente natural, que põe o mérito em todo Culto; faz também o bem ao próximo, mas para ser recompensado; para tais homens as cousas, que são do Céu, são como véus nos quais andam resplandecentes aos olhos dos homens, mas tenebrosos aos olhos dos Anjos; pois quando o Amor do Mundo possui o homem Interno e o Amor do Céu o homem Externo, o Amor do Mundo obscurece todas as cousas da Igreja e as esconde como sob um véu. Mas este Amor é de uma grande variedade; e tanto mais mau quanto mais se volta para a avareza; nesta, o Amor, do Céu se torna preto; acontece o mesmo se volta para o fausto e a proeminência sobre os outros pelo amor de si; mas é de uma outra nuance se volta para a prodigalidade; é menos prejudicial se tem por fim as cousas esplêndidas do Mundo, como os Palácios, os Ornamentos, as Roupas suntuosas, os Lacaios, os cavalos e as Equipagens pomposas, além de várias outras coisas semelhantes; a qualidade de cada Amor é determinada pelo fim que tem em vista e para o qual tende. Este Amor pode ser comparado a um Cristal enegrecido, que abafa a luz e a matiza somente com cores sombrias e fracas. E' como um nevoeiro e uma nuvem que interceptam os raios do sol. E' também como o mosto de um vinho não fermentado, que é doce ao gosto, mas que faz mal ao ventre. Um tal homem olhado do Céu, aparece como um homem corcunda, que anda com a cabeça inclinada para a terra e que, quando a eleva para o Céu, torce os músculos e imediatamente recai em sua atitude encurvada. Estes, na Igreja eram chamados Mammons pelos Antigos e Plutões, pelos gregos.

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